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Simón: “As pessoas ficaram contentes por verem um desportista que luta até ao fim”

Simón: “As pessoas ficaram contentes por verem um desportista que luta até ao fim”

O piloto da Blusens Avintia falou com o motogp.com sobre o seu muito comentado e dramático final de corrida em Le Mans e da sua eminente corrida na Catalunha, onde em 2011 sofreu grave lesão numa perna que acabou por afectar a sua temporada.

A corrida de Julián Simón no circuito de Le Mans teve uma recompensa escassa em termos de pontos, mas significativa no que toca ao reconhecimento de todos os adeptos. A sua entrada na recta da meta, a empurrar a moto que tinha parado à saída da última curva, levantou o público gaulês e tornou-se de imediato num símbolo de vontade e coragem e, para muitos, na imagem da corrida.

O sprint à chuva do espanhol, que lutava pelo sexto posto no Grande Prémio de França antes da falha eléctrica ter calado o motor do sua Suter, acabou por terminar em 13º e somar três pontos, mas também deixou bem claro que os pilotos não baixam as mãos.

Julián, deste novo sentido a “puxar ao máximo com a moto”...

“Sim, é verdade que sim, as pessoas ficaram com muita expectativa, ficaram muito contentes por verem um piloto empurrar a moto até ao final e eu fiquei contente por ter protagonizado essa situação, mas eu vejo isto como natural, algo que qualquer piloto faria. Creio que todos queremos cruzar a linha de meta, mesmo que seja nas posições mais baixas da tabela, e foi nisso que pensei em França. Pensei que se saísse da moto e a empurrasse salvaria alguma posição e no final até consegui pontos... estou muito contente por ter dado essa imagem.”

Esse gesto de não te renderes é capaz de ter tido mais repercussão que alguns dos teus pódios...

Sim, é certo, as pessoas animaram-me muito, ficaram contentes de me verem ali, forte e a correr para tentar a melhor posição possível, e para mim, apesar de tudo, é uma recordação que guardarei para sempre. Quero colocar essa foto em casa; apesar de não ter sido um grande resultado, é um momento que terei sempre presente.”

À margem desse final inesperado e dramático tiveste um fim-de-semana muito sólido e na corrida estavas a lutar entre os primeiros numa prova disputada em condições muito duras. Vez a tua progressão com o chassis Suter desde Jerez?

“Estamos a caminho de sermos mais competitivos, ainda nos falta algo na afinação, principalmente nas sensações da roda dianteira, para conseguirmos ser um pouco mais rápidos, mas estava a fazer uma boa recuperação e a divertir-me muito apesar das más condições da pista. No treinos consegui uma posição relativamente boa para poder tentar lutar por um quinto, ou sexto lugar na corrida e era aí que estava.”

“Tive uma saída de pista para evitar o Corsi, que tinha ido ao chão, e perdi muitas posições que tive depois de recuperar, mas estamos num momento em que se conseguir essa afinação que me faça sentir mais confortável com a frente da minha Suter daremos luta até ao final do ano e estaremos nas posições em que me quero ver, à volta dos cinco primeiros.”

O próximo Grande Prémio é no circuito de Montmeló, onde no ano passado sofreste grave acidente, com fractura da tíbia e do perónio na perna direita, o que condicionou a tua campanha. Achas que isso te vai afectar a jornada, ou será antes uma oportunidade de ter redimires com uma boa prestação?

“É uma grande oportunidade, com todos os adeptos presentes, para esquecer de vez o que se passou no ano passado e apresentar um bom resultado e dedicar-lo aos fãs que também sofreram com essa aparatosa queda. Gostaria muito de conseguir um bom nível com a Suter e estar em sintonia com a moto para atingir um bom resultado. O objectivo será estar nos cinco primeiros, no máximo nos dez primeiros, é aí que devemos estar. Veremos o que acontece, mas Montmeló é o cenário perfeito para esquecer o acidente do ano passado e passar a estar na frente.”

Tags:
Moto2, 2012, Julian Simon, Blusens Avintia

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