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Mudança de Rossi para a Yamaha é motivo de conversa antes do Red Bull GP de Indianápolis

Mudança de Rossi para a Yamaha é motivo de conversa antes do Red Bull GP de Indianápolis

Falando em público pela primeira vez desde que anunciou na semana passada a mudança no final da época para a Yamaha, Valentino Rossi juntou-se ao líder do Campeonato e futuro companheiro de equipa Jorge Lorenzo, Casey Stoner, Nicky Hayden e Stefan Bradl na conferência de imprensa de pré-evento do Red Bull Grande Prémio de Indianápolis nesta quinta-feira.

Lorenzo, da Yamaha Factory Racing, ruma a Indy com 23 pontos de vantagem na frente da classificação e está prestes a dar as boas-vindas a Rossi de volta à equipa, mas está totalmente concentrado no trabalho que tem pela frente: “Ganhei em 2009, mas nos últimos dois anos foi uma das piores provas para mim. É claro que vai ser duro. Todos sabemos que o Casey e o Dani estão muito fortes este ano. Nós também estamos fortes, mais que no ano passado e temos estado consistentemente entre os dois primeiros. Este é o nosso ponto forte e o motivo pelo qual lideramos o campeonato.”

Quanto à perspectiva da renovada parceria e sobre se haverá outra parede na garagem, o maiorquino comentou: “Penso que é interessente ver como podemos lidar com o Valentino e eu na mesma equipa e na mesma moto. Vou estar interessado em ver o que vai acontecer e para mim é um grande prazer voltar a ser companheiro de equipa dele. Sempre disse que a parede era uma coisa estúpida. Não faz sentido para nada. Por mim não há parede e penso que para o Vale é o mesmo desta vez.”

Casey Stoner, da Repsol Honda Team, afirmou que o circuito de Indianápolis deve ser-lhe favorável, assim como à equipa, e também foi rápido a clarificar as afirmações que fez sobre a mudança de equipa de Rossi: “Quero clarificar isso. Muito do contexto foi retirado. Foi todo o último ano e meio. Nunca fiz a entrevista e nunca disse nada daquilo na semana passada. Mantenho o que disse, mas foi ao longo do último ano e meio que tudo isso foi dito.”

No que toca à época até ao momento e à corrida ele disse: “Tem sido difícil ficar à frente dele [Jorge Lorenzo], e temos os nossos problemas com a moto que temos mesmo de resolver. Laguna foi bom para nós porque roda para a esquerda e temos menos problemas quando rodamos num circuito para a esquerda. Temos de ver como nos damos agora aqui. Vai na direcção certa para nós. Mas infelizmente, quando a pista vai para a esquerda ignoramos muitos dos problemas que são criados quando a pista é a direita. Temos um longo caminho pela frente. Perdemos muitos pontos em muito pouco tempo apenas por culpa minha.”

Rossi, da Ducati Team, que na passada sexta-feira revelou que vai deixar a formação italiana no final do ano para voltar à Yamaha, equipa com a qual conquistou dois ceptros, explicou a sua decisão: “Depois de Laguna tive uma paragem e tive mais tempo para pensar a sério sobre o meu futuro. É uma grande pena para mim e para a Ducati e para todos os nossos fãs, mas especialmente para o pessoal que trabalhou comigo neste projecto. Tentamos ser competitivos – um piloto italiano numa moto italiana, mas infelizmente não aconteceu. Estas duas temporadas têm sido muito difíceis e temos lutado muito. Não conseguimos melhorar a nossa velocidade e a nossa prestação, nem lutar por boas posições. Foi por isso que decidi que chegava e por isso tentei pensar qual era a moto mais competitiva para os próximos dois anos, que podem ser os últimos da minha carreira. É uma grande pena e estou muito triste porque encontrei grandes pessoas na Ducati e tivemos grandes momentos em conjunto. Tentámos o máximo.”

No que respeita ao reatar da parceria com o antigo inimigo Lorenzo, o italiano comentou: “Sim, vai ser interessante. Agora a situação mudou muito em comparação com o passado, em comparação com 2008 quando o Jorge chegou à Yamaha. Agora ele é o número 1 na equipa e a nossa relação é boa. Respeito-o e ele tem respeito por mim. Por isso penso que podemos estar juntos. Estou certos que em conjunto podemos formar uma grande equipa apra a Yamaha para tentarmos bons resultados nas próximas temporadas.”

Rossi também confirmou que vai levar a sua equipa consigo e que pode mesmo ficar além de 2014 caso a mudança seja positiva: “Por isso, peno que a minha equipa vai comigo. Mais ou menos os mesmo que vieram da Yamaha para a Ducati. Mas ainda não está decidido a 100%. E sobre o meu futuro vai depender muito do resultado das próximas duas épocas. Porque quero ficar mais que duas temporadas no MotoGP, mas depende do quão forte eu estiver e de quão rápida estiver a M1.”

O seu companheiro de equipa Nicky Hayden falou sobre a corrida em casa e também sobre o potencial substituto de Rossi: “Laguna já acabou, mas esta é mesmo a corrida que considero como casa, é apenas cruzar a fronteira estadual do Kentucky. Indy é uma grande pista, especialmente agora que tem novo asfalto, ficou muito melhor, pelo que espero ter um bom fim-de-semana. Estou curioso sobre a futura parceria com a Audi. Sei que vai ser complicado fazer alterações em tão pouco tempo. Mas é uma fase excitante e espero que nos seja favorável em termos financeiros e técnicos, com muitos recursos. Sim se for o Dovi [substituto de Rossi] penso que é a melhor escolha. Tem boa experiência. Estou contente. Passou anos na Honda e agora na Yamaha, de onde vem. Penso que experiência dele pode ser benéfica para os nossos engenheiros.”

O americano também comentou a perda de Rossi como companheiro de equipa pela segunda vez na carreira: “Temos tido boa relação. Não vou chorar por isso. Teria sido óptimo ver o Rossi na frente com a Ducati, mas não aconteceu. Teria sido muito bom para o desporto ver o Rossi ganhar com a Ducati.”

Stefan Bradl, da LCR Honda MotoGP, que já competiu em Indy ao contrário do que aconteceu na última ronda, está em busca do primeiro pódio, mas sabe o quão difícil é: “Não é muito mau, mas não é fantástico. Fantástico seria estar no pódio em todas as corridas. Mas podemos estar contentes; até ao momento eu estou. Estamos sempre a melhorar e até ao momento não temos cometido muitos erros, o que é importante para a primeira época; aprender o máximo que posso. Sim, conheço a pista. É boa para mim, mas não é uma das minhas preferidas.”

Tags:
MotoGP, 2012, RED BULL INDIANAPOLIS GRAND PRIX, Casey Stoner, Valentino Rossi, Stefan Bradl, Nicky Hayden, Jorge Lorenzo

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