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Jorge Martínez `Aspar´: "Em 2013 as outras CRT vão estar mais próximas"

Jorge Martínez `Aspar´: "Em 2013 as outras CRT vão estar mais próximas"

O Director Desportivo da Power Electronics Aspar partilha as suas conclusões sobre a primeira temporada do novo formato das CRT, dominada pelos seus pilotos Aleix Espargaró e Randy De Puniet.

 

Terminado que está o último Grande Prémio da época, disputado no Circuito Ricardo Tormo no passado 11 de Novembro, Jorge Martínez `Aspar´ falou com o motogp.com para avaliar a primeira campanha da escuderia no nova formato das CRTs.
 
O patrão da Power Electronics Aspar fez, como seria de esperar, balanço positivo dados os números da equipa: De Puniet e Espargaró impuseram-se em 14 das 18 corridas do ano nas CRTs, terminando também por sete vezes entre os dez melhores do MotoGP. Os seus pilotos conseguiram ainda o melhor registo de qualificação (das CRTs) em 17 ocasiões e fizeram da luta pela “coroa” da classe um duelo privado. A disputa só se resolver na última jornada, em Valência, onde Espargaró assegurou as honras ao impor-se pela 10ª vez (após os êxitos conseguidos em Jerez, Portugal, Catalunha, Grã Bretanha, Laguna Seca, Aragão, Japão, Malásia e Austrália). 
 
“Sim, é uma grande alegria. Num ano realmente difícil para nós, nas três categorias, as CRTs foram as que nos deram mais alegrias de forma contínua durante toda a época. Para nós, terminar como a sexta melhor equipa absoluta no MotoGP e como Campeões das CRTs com o Aleix Espargaró como Campeão e com o Randy em segundo [supõe] um grande ano e uma grande alegria,”  assinala Aspar. 
 
De Puniet e Espargaró conviveram na mesma box como companheiros de equipa e rivais aspirantes ao “título” de campeão da nova subcategoria. Os dois foram alteranando na frente da classificação das CRTs ao longo do ano e o directo desportivo, que já geriu situações semelhantes no passado, revela como se viveu esta dualidade dentro de portas.
 
“Correu muito bem. Normalmente não é nada fácil porque todos querem ganhar. Desde o início o Randy esteve um passo à frente, rodou mais rápido que o Aleix; creio que o Aleix cresceu muito durante o ano, enquanto piloto, treinando e com a moto, alterando algumas coisas na afinação, mas a verdade é que houve muito respeito, que é o que peço aos pilotos, entre eles e entre a equipa técnica, e por isso a relação entre eles foi, de forma geral, muito boa.”
 
É certo que as ART estiveram um passo à frente das demais CRT ao longo do ano, beneficiando da vasta experiência da Aprilia na competição, mas muitos crêem que em 2013, já com um ano de bagagem, a oposição dos rivais nas CRTs será mais dura e o nível estará mais equilibrado. Jorge Martínez subscreve a ideia e aponta:
 
“Isso é certo, se bem que nós já estamos a trabalhar para melhorar no próximo ano. Creio que foi um ano bastante bom, normalmente estávamos entre 1,3 a 1,8 segundos do primeiro [de MotoGP] e acreditamos que ainda podemos melhora mais e ficar mais perto das motos oficiais, mas é claro que as CRTs das outras equipas no próximo vão estar mais perto de nós. Este ano trabalhámos muitíssimo, alterámos a aerodinâmica, o chassis e a electrónica e espero seguir na mesma linha nos próximos dias [no teste pós-GP de Valência], já temos algumas coisas importantes para melhorar.” 

Tags:
MotoGP, 2013, Aleix Espargaro, Randy de Puniet, Power Electronics Aspar

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