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Magneti Marelli introduz actualização no software da ECU

Magneti Marelli introduz actualização no software da ECU

O teste de um dia de segunda-feira em Jerez deu à Magneti Marelli a perfeita oportunidade para levar o desenvolvimento da ECU ao nível seguinte. O sistema está actualmente a ser usado pela maioria das motos CRT.

 

Após cada uma das corridas já disputadas este ano, no Qatar, Texas e Espanha, os pilotos que usam a ECU (Unidade de Controlo Electrónico) da Magneti Marelli têm reportado à marca italiana para informarem das alterações que gostariam de ver. No seguimento desses pedidos, a primeira grande actualização do software foi usada no teste de Jerez de segunda-feira.
 
“Melhorámos algumas coisas na sequência dos pedidos das equipas e do Director de Tecnologia do MotoGP™ (Corrado Cecchinelli),” explica Marco Venturi, Director de Desportos Motorizados da Magneti Marelli em Bolonha, ao motogp.com. “Isto vai afectar o controlo de cavalinhos e a estratégia anti éguas, o que tem a ver com a reabertura do acelerador após apex das curvas (e deve permitir maior estabilidade a meio da curva).”
 
“O primeiro passo este ano foi garantir que o sistema estava a funcionar correctamente e a ser usado por todos da melhor forma possível, usando toda a prestação disponível. Pode ser complexo para as equipas, pelo que tem de ser compreendido passo a passo.”
 
“O próximo passo é melhorar a prestação destas motos. O mais importante é ver se melhoraram nos tempos por volta em comparação com o ano passado e se as sensações dos pilotos e técnicos são as esperadas para melhorar a pilotagem da moto e prestação em geral.”
 
Um dos homens a testar as actualizações na segunda-feira foi Colin Edwards, com o piloto da NGM Mobile Forward Racing a mostrar-se contente por ver melhoramentos a serem feitos.
 
“Trata-se de fazer voltas e olhar para os dados,” diz o americano. “Também podemos ir para a pista e estar a um segundo do ritmo. Temos de estar com o ritmo certo para estes tipos poderem estudar os dados, olhar para a velocidade da roda frontal e ângulos de inclinação para verem onde têm de melhorar. É apenas dar voltas. Passo a passo, centésimo a centésimo e décimo a décimo; não é que seja muito mais rápido, mas é melhorar.”
 
“Com o primeiro sistema que tivemos queríamos fazer as coisas, mas não tínhamos esses parâmetros no software. Eles ouviram algumas coisas que nós precisávamos e agora já lá estão, o que é bom sinal.”
 
Héctor Barberá (Avintia Blusens) também tem encorajado a Magneti Marelli, como aconteceu ao passar directamente para a qualificação Q2 em Jerez e ao partir da 10ª posição da grelha.
 
“Estamos muito, muito contentes,” acrescenta Venturi. “Parece que demos um bom passo. Na minha opinião a equipa também deu, conhecendo melhor todas as pequenas coisas e aprendendo as oportunidades que têm com a afinação. Eles melhoraram a calibragem com muitas pequenas coisas: controlo de tracção, controlo de cavalinho, travagem de motor, etc.”
 
Actualmente a rodar com o sistema estão todos os pilotos CRT, excepto os que contam com chassis ART (Aprilia Racing Technology). Apesar de Michael Laverty contar com motor Aprilia, o seu quadro é desenhado totalmente pela equipa PBM, ao contrário do companheiro de equipa Yonny Hernandez que roda com um pacote chassis/motor ART. Assim, o irlandês roda com a ECU da Magneti Marelli.
 
Agora com os testes já realizados, Edwards espera mais melhorias nos tempos por volta quando a época do MotoGP™ voltar à pista em Le Mans no próximo fim-de-semana.

Tags:
MotoGP, 2013

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