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Viñales: "Agora penso mais quando estou na moto"

Mais maduro enquanto piloto, com uma máquina mais potente e adaptada às suas necessidades, mentalmente mais forte depois de recuperar de grave lesão, Maverick Viñales lidera a classificação de 2013, um ano que se está a revelar complicado dado o nível e qualidade dos rivais. Nesta entrevista com o motogp.com o piloto do Team Calvo fala de si, dos rivais, dos êxitos e (pouco) do futuro.

 

Viñales começou o ano longe dos 100%, consequência da queda no teste oficial de Jerez na qual lesionou o dedo anelar direito. Apesar de hoje ainda se debater com algumas sequelas, os dois segundos postos conseguidos no Qatar e Austin e as vitórias consecutivas em Jerez e Le Mans levaram-no ao topo. É o homem a bater na Moto3™.
 
motogp.com: Grande início de temporada, quatro pódio, duas vitórias, mas o arranque do Salom e do Rins também foi bom. Achas que o campeonato será a três, ou antevês uma resposta de outros rivais que no ano passado ganhavam corridas e terminavam no pódio?
 
Maverick Viñales: Sim, creio que teremos mais rivais, mas estamos a manter a fasquia muito alta. Tanto o Luis, como o Alex e eu estamos a rodar sempre ao limite. É muito bom correr com pilotos tão rápidos porque nos faz aumentar o nosso nível.
 
mgp.com: A imprensa comentou a superioridade que mostraste em Le Mans. Sentiste-te em controlo, ou por algum momento pensaste na queda do ano passado, também com chuva?
 
M.V.: Sim, foi uma corrida muito complicada. Foi uma prova para pontuar porque as condições eram muito difíceis, estava meio húmido, meio seco. Mas gostei, comecei a marcar o meu ritmo e creio que o Luís e o Alex estavam com algumas dificuldades em seguir-me e no final tentei ganhar alguns décimos de vantagem para que não me passassem.
 
mgp.com: Também se disse que és um piloto mais cerebral. Vês-te como um piloto mais maduro que no teu primeiro ano?
 
M.V.: Sim, cresci muito, principalmente no que toca a fazer as coisas com mais calma. A equipa também me está a ajudar muito nessa matéria, a trabalhar e, sobre tudo, a ler bem as corridas.
 
mgp.com: Começaste a temporada a recuperar de uma lesão grave na mão. Tiras algum aspecto positivo desse revés?
 
M.V.: De início era tudo negativo, pensava que não ia chegar ao Qatar e que ia perder logo 25 pontos, mas o positivo disso foi ter-me tornado muito mais forte. Agora quando tenho uma queda não lhe dou importância porque depois dessa vi que fiquei muito mais forte.
 
mgp.com: A KTM permite-te ir menos ao limite...
 
M.V.: Sim, claro! Muito menos. Não tenho que rodar como com a Honda. E isso permite-me ser mais inteligente.
 
mgp.com: Tens a sensação que esta sequência de vitórias se pode prolongar nas próximas jornadas?
 
M.V.: Bem, estamos num bom momento, temos muita confiança, o dedo está a evoluir bem, estou cada vez melhor com a moto e estou a recuperar a confiança que perdemos em Jerez. É um conjunto. Creio que se as coisas continuarem assim é muito difícil tirarem-nos do pódio, vamos tentar estar sempre entre os três primeiros.
 
mgp.com: Os quatro de vós que estão na frente rodam com motos KTM e o Folger, o quarto classificado, com uma Kalex KTM...
 
M.V.: São motos muito, muito parecidas, diria mesmo iguais. Não há uma que seja mais rápida que a outra, são muito semelhantes de motor e a afinação conta muito. Em Le Mans trabalhámos muito bem desde o primeiro dia, como se viu, e creio que ganhámos por isso, pelas afinações que tínhamos na moto.
 
mgp.com: Como vês os teus principais rivais, o Salom e o Rins?
 
M.V.: Vejo como dois rivais difíceis de bater. Tanto o Luís, como o Alex são pilotos muito rápidos, que têm um final de corrida muito bom. Creio que o mais difícil de bater numa última volta é o Salom, ataca mais nas travagens, mas o Alex é muito rápido e pode surpreender num final de corrida, mudar de ritmo e fazer o mesmo que eu fiz em Le Mans.
 
mgp.com: E o Folger?
 
M.V.: Esta a surpreender-me bastante, mas ainda lhe falta algo. Creio que não nos pode seguir, mais que não seja porque é muito grande e nós somos muito pequenos e pesamos pouco; isso prejudica-o bastante porque é pesado.
 
mgp.com: E como analisas do Viñales?
 
M.V.: Hummmm... Pensa mais em cima da moto e até faz estratégia. Em Le Mans tive uma estratégia muito boa, creio que aprendi muito em Jerez. Rodo com o meu ritmo e faço a minha corrida. Não tenho segredos.
 
mgp.com: É cedo para pensar em títulos, mas gostavas de mudar de categoria como campeão, o primeiro espanhol a sê-lo na Moto3...
 
M.V.: Oxalá assim seja e oxalá possamos brindar ao título no final da época, mas ainda falta muito para isso, muito trabalho... Não penso na Moto2, agora estou a pensar em Mugello e nas coisas que posso melhorar.
 
mgp.com: Mas quando olhas para a Moto2 e MotoGP, em que pilotos pensas?
 
M.V.: No MotoGP penso sempre no Valentino, no Dani e no Lorenzo, que são pilotos muito fortes, mas agora apareceu um novo ídolo, o Marc Márquez. É um piloto brutal.

Tags:
Moto3, 2013, Maverick Viñales, Team Calvo

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