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Agostini: A primeira lenda italiana do motociclismo

Ele foi o homem que colocou o mundo a falar das duas rodas nas décadas de 60 e 70 do século passado. Em Misano ele vai lançar um livro que celebra a sua vida e carreira em fotos.

 

Com o MotoGP™ a chegar a Misano para o Grande Prémio de São Marino, há uma figura histórica, e incontornável apesar de ter feito a sua última corrida há 36 anos, que vai marcar presença. Agostini, ou “Mino” como é conhecido pelos fãs, vai lançar um livro que relata a sua vida na e fora das pistas.
 
Ele é o mais bem sucedido piloto da história do Campeonato do Mundo, com 15 títulos e nada mais, nada menos que 122 vitórias em corridas. Ficou conhecido por bater tudo quanto era recordes e, com a ajuda da sua imagem, estabeleceu, aparentemente com facilidade, a sua reputação entre os pilotos e o espectadores – algo que o compatriota Valentino Rossi haveria de repetir três décadas depois.
 
Nos anos 60 e 70 a força dos media – televisão incluída – não tinha nada a ver com os dias de hoje. Ao contrário, era o próprio jovem ídolo – um embaixador de Itália e reconhecido atleta – que era um fenómeno.
 
Agostini chegou ao mundo do motociclismo de competição com determinação e ideias claras como nenhum outro. Proveniente de uma família que não tinha nada a ver com o desporto – na verdade o seu pai era bastante contra a ideia de ver o filho a lutar em duas rodas. Ele acabou por ser convencido por um oficial de prova quando o seu filho tentava inscrever-se na corrida Trento a Bondone, onde terminaria em segundo aos comandos de uma modesta Morini 175 Settebello.
 
No ano seguinte a Mirini assinou com Agostini para o campeonato de Itália, que venceu em 1964, mas mais importante que isso foi a participação como convidado no Grande Prémio das Nações, em Monza, em que foi quarto. Isso chamou à atenção do Conde Domenico Agusta, que praticamente de imediato o contratou para a MV Agusta, ao lado do Campeão do Mundo de 500ss Mike ‘The Bike’ Hailwood.
 
Ago estreou-se nas 500cc em 1965. Nessa altura, era comum os pilotos competirem em mais que uma categoria, pelo que o italiano alinhou nas 350cc, bem como nas 500cc. A primeira vitória no impressionante Nurburgring foi a primeira de três nesse ano e acabou a época como vice-Campeão, atrás do britânico Hailwood, nas 500cc.
 
Foi o segundo ano nas 500cc que começou a surgir o verdadeiro estatuto de “lenda” de Agostini. O companheiro de equipa Hailwood partiu para a Honda, deixando o italiano em posição privilegiada para construir a MV à medida das suas necessidades – uma combinação absolutamente letal que levaria a um recorde de sete ceptro consecutivos nas 500cc, algo que até hoje ninguém igualou, muito menos bateu.
 
Entre 1966 e 1972 a pista foi pertença de Ago. Não só conquistou a coroa das 500cc em cada uma dessas temporadas, mas também reclamou cinco títulos consecutivos nas 350cc. As lutas nas 500cc com Hailwood e Phil Read foram épicas, enquanto nas 350cc foi mais do mesmo com o finlandês Jarno Saarinen e com o compatriota Renzo Pasolini; contudo, Ago passou por momentos muito difíceis quando Saarinen e Pasolini perderam a vida num trágico acidente nas 350cc em Monze, em 1973.
 
Phil Read, agora a correr a seu lado na MV, reclamaria o primeiro de dois ceptros na categoria rainha em 1973. Noutro paralelo com a então futura carreira de Valentino Rossi, Agostini deixaria a equipa com a qual tinha conseguido tanto para rumar à Yamaha, onde festejou mais um ceptro na categoria rainha (a sua última) em 1975. Foi uma aventura em tanto: vencer a coroa das 500cc com a Yamaha em 1975, após uma vitória nas Daytona 200 e a conquista do título das 350cc de 74.
 
Giacomo Agostini teve uma das mais longas carreiras do desporto, competindo ao mais alto nível durante 17 anos. Num derradeiro déjà vu, a sua última vitória surgiu no palco da primeira: Nurburgring. Depois chegou a altura de arrumar o mundialmente famoso capacete tri-color, mas nem Ago, nem os seus recordes deixaram o mundo do MotoGP™.

Tags:
MotoGP, 2013

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