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Análise MotoGP™: Relatório das Quedas de 2013

Análise MotoGP™: Relatório das Quedas de 2013

Quando se compete ao limite no Campeonato do Mundo de MotoGP™ a linha entre manter-se na moto e cair é muito estreita. Dito isto, em 2013 houve menos quedas que em 2012. Apresentamos-lhe todos os factos…

No conjunto das três classes do Campeonato do Mundo a época de 2013 assistiu a um total de 863 quedas. Podem ter sido menos 42 que no ano anterior, apesar de não ter havido alterações no número de Grandes Prémios, mas no que toca a quedas só na classe de MotoGP™ em 2013 assistiu-se a um crescimento de 19, de 186 para 205.
 
Moto2™ lidera de novo a tabela de quedas
Na classe de MotoGP™, de forma geral a experiência dos pilotos deu frutos no que toca à média de quedas por corrida – apenas 11,4; um claro contraste face aos 18,5 na Moto3™, ou 20,2 da Moto2™, se bem que também é preciso ter em conta que a média é influenciada pelo facto das categorias mais baixas disputarem menos um prova (a Moto2™ e Moto3™ não competem em Laguna Seca). Mesmo assim, trata-se do quarto ano consecutivo em que a maior parte das quedas surge na categoria intermédia (a categoria de 125cc ficou no topo em 2009).
 
Antenção aos problemas nos Treinos Livres 2…
Uma área em particular diz respeito às sessões onde em que os pilotos tendem a ter mais problemas. Nas três classes – com excepção feita à corrida – foram os Treinos Livres 2 que mais acidentes registaram, com o pelotão a começar a experimentar afinações de corrida numa sexta-feira* sabendo que um erro não traria tantas consequências como num sábado*. Até mesmo o bi-Campeão do Mundo da categoria rainha Jorge Lorenzo – que só sofreu três quedas ao longo de toda a época – lesionou-se na clavícula nos incidentes que sofreu em Assen e Sachsenring na segunda sessão de livres.
*Assen: todo o programa do Grande Prémio tem lugar um dia antes
 
A pressão da ocasião
Não é nenhuma surpresa que a maior parte dos acidentes em todas as classes têm lugar nas corridas que em qualquer outra altura do fim-de-semana. Contudo, antes da corrida começar não foi sempre nos Treinos Livres 2 que se assistiu ao maior drama; este pode ter sido o caso no MotoGP™, mas na Moto3™ a maior parte dos incidentes ocorreram nos Treinos Livres 3, enquanto na Moto2™ se registaram mais acidentes na Qualificação que em qualquer outra sessão. Talvez isto demonstre a inexperiência dos jovens pilotos quando sobre pressão de apresentar uma volta de qualificação rápida. Há que ter em conta que o pelotão da Moto2™ é mais vasto que o de MotoGP™, mas foram 69 as quedas registadas nas Qualificações da Moto2™ em 2013, enquanto no conjunto das Q1 e Q2 do MotoGP™ o número nem chegou a metade (30).
 
Márquez o líder do campeonato… das quedas…
Um dos candidatos ao título, o Campeão do Mundo e estreante Marc Márquez foi claramente o piloto que mais quedas sofreu na categoria rainha. O piloto da Repsol Honda Team foi ao chão por 15 vezes ao longo da época, contudo – ao contrário do já referido Lorenzo (três quedas) ou do colega de equipa Dani Pedrosa (seis) – o debutante não fracturou um único osso.
 
Na Moto2™, o Campeão do Mundo Pol Espargaró teve problemas por oito vezes ao longo do ano; o dobro do rival Scott Redding, se bem que o britânico teve o azar de fracturar o pulso em Phillip Island. No que toca à Moto3™, o Campeão do Mundo Maverick Viñales sofreu cinco quedas ao longo do ano, o que compara com as apenas duas do vice-Campeão Alex Rins e com as seis de Luís Salom, que liderou a classificação durante boa parte da temporada; curiosamente, metade das quedas de Salom durante todo o ano tiveram lugar nas duas últimas corridas.
 
Chuva de Le Mans deixa marcas
Previsivelmente, foi Le Mans que mais quedas gerou em 2013, não tive o Grande Prémio de França sido disputados em condições mistas. O fim-de-semana assistiu a 68 incidentes; mais dois que os 66 de Misano e mais sete que os 61 de Sachsenring, quando os pilotos foram afectados pelo reduzido número de curvas para a esquerda o que resultou em inúmeras quedas devido aos pneus frios. Os 11 incidentes de Laguna Seca não podem ser comparados da mesma forma – a prova conta apenas com a classe de MotoGP™ – o que significa que é o Grande Prémio nocturno do Qatar que contou com menos acidentes (34), isto apesar de ser a prova em que está tudo mais fresco no que toca à combinação piloto e moto.
 
Cuidado com a zona do estádio de Barcelona!
No que toca à curva mais acidentada da época falamos da Curva 10 (La Caixa) de Barcelona.
 
“La Caixa” situa-se no final da recta oposta do Circuito de Barcelona-Catalunha. À chegada à zona do estádio, sempre cheia de fãs, é um local popular para ultrapassagens – principalmente na primeira volta de um Grande Prémio. Só na corrida de MotoGP™ foram três os pilotos a ir ao chão neste local na primeira volta deste ano, seguindo-se Nicky Hayden um pouco mais tarde. Talvez o acidente mais memorável tenha sido o de Álvaro Bautista quando tentava evitar mais um toque em Valentino Rossi; algo que teve lugar após o infame incidente entre ambos no GP de Itália, em Mugello, duas semanas antes.
 
Além de “La Caixa”, na lista dos três primeiros das curvas com mais acidentes em 2013 surge a “Musée” de Le Mans, com 18, e as Curvas 1 e 3 de Sachsenring, com 14.

Tags:
MotoGP, 2014

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