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Conversa de pós-época: Bradley Smith

Conversa de pós-época: Bradley Smith

Marc Márquez pode ter obtido resultados incríveis ao dominar o embate de Melhor Estreante do ano em 2013, mas Bradley Smith ficou muito contente com a sua primeira temporada na categoria rainha. Falámos com o britânico.

Ao lado de Cal Crutchlow na Monster Yamaha Tech3, Smith deu o salto da Moto2™ para a MotoGP™, somando 116 pontos no campeonato e terminando a temporada nos dez primeiros. Pelo caminho o piloto inglês assinou 13 resultados nos dez primeiros, incluindo três notáveis sextos lugares nos Grandes Prémios da Catalunha (6ª jornada), Alemanha (8ª jornada) e Austrália (16ª jornada).
 
Bradley, partilha connosco o momento alto e o baixa de 2013…
Creio que não fui feliz na primeira corrida – foi claramente um momento baixo, com a queda. Talvez tenha sido o maior momento “não” da época. Diria que o que me deixa contente foi a progressão ao longo do ano; não há um momento que sobressaia, mas o progresso contínuo e o último teste no final da época.
 
Foste colega de equipa do Cal Crutchlow; quanto é que isso te ajudou?
Em termos de prestação diria que não ajudou muito. Em termos de pressão foi brutal ter lá o Cal porque ele retirou a pressão. A forma de ser dele na box e a forma como se dá com a equipa cria uma atmosfera muito positiva e é claro que isso também ajuda nos resultados com as expectativas da equipa e patrocinadores. Ele foi o centro das atenções, com todos os pódios e bons resultados. Desse ponto de vista, não interessava o que eu fazia, o que me permitiu mesmo concentrar-me em mim sem distracções extra.
 
Assinaste o teu contrato de MotoGP™ no final de 2011, com o acordo a incluir mais um ano na Moto2™. Após essa tua época complica na Moto2™ em 2012 foste alvo de algumas críticas em relação à passagem para a categoria rainha. Sentes que agora fizeste o necessário para calar os críticos?
[Risos] Não creio que seja possível calar os críticos! Há sempre quem não goze de nós e quem duvide de nós enquanto pessoas, mas não é nada de novo. É sempre o mesmo em qualquer coisa da vida: nos desportos motorizados, num trabalho de escritório, com as celebridades, comediantes… em todo o lado! A única coisa negativa é quando isso te afecta a ti e à tua prestação, mas gosto de pensar que mudei a forma de pensar de algumas pessoas.
 
Agora a situação mudou; o Pol Espargaró junta-se à equipa e tu és um piloto com mais experiência no MotoGP™, com pressão nos teus ombros…
Absolutamente! Também é normal. Sempre esperei isso. Não é uma situação nova e no segundo ano temos sempre de subir a fasquia – e há muito que estou bem consciente disso. É bom ter o Pol na garagem; é concentração extra para 2014 e ter alguém tão rápido como ele ajuda muito. Penso que podemos puxar um pelo outro mesmo bem. É bom; faz-nos tirar os últimos décimos de segundo.
 
Depois do final de época em Valência ficaste no circuito Ricardo Tormo para o primeiro teste de pré-época de 2014. Como correu?
Foi um teste fantástico. Foi magnífico ver a Yamaha confiar em mim para me dar a nova moto! Prova que cheguei a um nível em que o mereci e isso foi um grande marco para mim, aumentar o meu nível e fazer um tempo por volta mesmo competitivo – muito importante e uma grande coisa antes do Inverno, para me dar mais concentração e foi uma boa forma de aumentar a confiança para mais um ano de sucesso. Ajuda sempre.
 
Talvez a tua maior decisão do defeso tenha a ver com a localização: ficar na tua casa adoptada de Andorra, ou passar algum tempo em Inglaterra?
Claro, temos uns bons tempos sem acção agora e até ao primeiro teste de 2014 na Malásia. Muito desse tempo é dedicado ao programa de treino e ao que decidi fazer. Andorra é um local fantástico e está totalmente preparado para o tempo frio; tive umas semanas fantásticas lá desde o final da época e estou ansioso por lá voltar, mas é claro que também é bom estar com a família e amigos em Oxford, pessoas com quem não estamos muitas vezes devido ao calendário do MotoGP™! De todas as formas, este ano não vou para o sol das Américas; não é que não queira, mas vou-me concentrar mais no treino na Europa.
 
Passas muito do teu tempo livre a ver a época que passou?
Este ano não tive oportunidade de o fazer muito, mas seria bom ver os meus clips e de outros pilotos Yamaha para ver por onde estão a ir; isso seria uma ajuda para levar a minha pilotagem a outro nível. Podemos aprender muito com os vídeos: o que esperar nas corridas, como é a dinâmica, olhar para os tempos por volta, etc. A Qualificação e as cinco primeiras voltas da corridas são particularmente importantes, pelo que acredito que há muito a aprender vendo os vídeos e esse tipo de coisas. Temos sempre de fazer o trabalho de casa!
 
Então, neste momento qual é o objectivo do Bradley Smith para a época de 2014 Do MotoGP™?
Lutar com as motos satélite. Não é o o que o Cal fez; ele terminou no pódio e fez muitas grandes coisas este ano. Talvez seja um passo atrás em relação a isso: lutar com o Bautista (GO&FUN Honda Gresini) e o Bradl (LCR Honda MotoGP). Em algumas corridas quero levar-lhes a melhor, o que eles também me farão algumas vezes.
 
A pergunta mais importante de todas: como é que um piloto de MotoGP™ super apto e profissional evita comer demasiados chocolates no Natal?!...
[Risos] É de morrer! Mas no final de contas trata-se de estilo de vida. Temos a sorte de ter uma moto para nos transportar à volta das pistas. Estou certo que noutros desportos é ainda pior; para os jockeys, em particular, o Natal deve ser um pesadelo! Tenho sorte em ter algumas semanas entre o Natal e o início da época, pelo que se comer demais tenho muito tempo para recuperar!

Tags:
MotoGP, 2014, Bradley Smith, Monster Yamaha Tech 3

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