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Conversas de Pós-Época: Paolo Ciabatti

Na mais recente edição das Conversas de Pós-Época falamos com Paolo Ciabatti, da Ducati Team. O Director de Projecto de MotoGP discute mudanças de direcção dentro da formação italiana, bem como da chegada de Cal Ctruchlow para voltar a fazer equipa com Andrea Dovizioso em 2014.

Paolo, 2013 começou com muita esperança. O Bernard Gobmeier juntou-se à equipa, assim como o Andrea Dovizioso, com muito a ser dito sobre a ‘evolução, não revolução’. Desde então, a moto progrediu, mas não tão rápido como esperado?
Não, claro que não. Como sabem, tínhamos algumas expectativas no início da época de que seriamos capazes de reduzir a diferença para a frente e talvez lutar mais perto do pódio no final da época. Isso não aconteceu.
 
Trabalhámos arduamente no desenvolvimento da moto, mas sempre que trazíamos algo novo para a moto não se viam resultados nos tempos por volta. No final, foi uma época desapontaste para os nossos pilotos; com ambos a darem sempre tudo, até à última jornada, mas os resultados não foram os esperados.
 
Agora voltamos a começar na próxima época. Temos novo piloto, o Cal Crutchlow no lugar do Nicky Hayden, e também novo patrão na Ducati Corsi, o Gigi Dall’Igna, que tem muita experiência no motociclismo. Vamos tentar outra trabalhar arduamente para tentar reduzir a diferença para o topo esta temporada.
 
Durante a época, em termos de desenvolvimento ao longo do ano, vimos por várias vezes o Michele Pirro a rodar e correr com a denominada “Lab Bike”. Acreditas que, apesar dos resultados não terem sido muito bons, tê-lo como piloto ajudou ao desenvolvimento?
Claro. O Michele fez um grande trabalho. Na verdade ele fez muito; muitos dias a testar novas coisas na moto em Mugello e Misano. Tínhamos planeado algumas participações como wildcard, mas ele fez mais algumas corridas porque, infelizmente, o Ben Spies lesionou-se, pelo que o Michele ocupou o lugar dele na Pramac.
 
Testámos muitas coisas diferentes. Recolhemos muita informação e dados para analisar durante o Inverno; apesar de não se ter traduzido em grandes efeitos na actual moto, aprendemos muito graças ao Michele e à equipa de desenvolvimento.
 
Para a próxima época sabemos que o Yonny Hernandez vai estar na vossa moto de 2013, mas na forma “Open” (com software de centralina padrão e 24 litros de depósito de combustível nas corridas), com o Andrea Iannone numa máquina com especificação de fábrica. Quais os motivos para terem o Yonny com a moto de 2013?
Parece que a Dorna quer seguir uma linha de um só software no futuro. Tivemos a possibilidade de decidir que o segundo piloto na Pramac seria de desenvolvimento; é algo que a Honda cai fazer (com a RCV1000R) e a Yamaha, na Forward Racing, por isso para nós é uma boa forma de ganhar experiência com novo software e esperamos ser capazes de trabalhar para ajudar a melhorá-la. Parece que é algo a que vamos ter de acostumar mais cedo, ou mais tarde, pelo que o melhor é estarmos preparados.
 
Vimos o Cal Crutchlow e o Andrea Dovizioso com muitas grandes batalhas enquanto colegas de equipa na Monster Yamaha Tech3 em 2012 – e a verdade é que vimos o Andrea e o Nicky Hayden a lutarem entre si este ano. Esperas mais do mesmo entre o Andrea e o Cal em 2014?
Claro, adoraríamos que os nossos pilotos lutassem entre eles algumas vezes – é claro que sem cometerem erros como os que vimos entre o Nicky e o Dovi em Indy [sorriso] mas, como sabem, eles estavam a puxar forte, por isso aceitamos. O importante é que vão estar a lutar com outros pilotos e também vão estar mais perto do topo da classificação – é o que queremos fazer.

Tags:
MotoGP, 2014, Ducati Team

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