Compra de bilhetes
VideoPass purchase

Webb clarifica questão dos pódios da Ducati em piso seco e molhado

Webb clarifica questão dos pódios da Ducati em piso seco e molhado

Depois do pódio de Cal Crutchlow em Aragão, o Director de Corrida do Campeonato do Mundo de MotoGP™ clarificou a situação sobre as concessões da Ducati Team relacionadas com combustível, pneus e motores.  

Este ano, o fabricante italiano beneficia de acesso a pneus macios, um limite de 24 litros de combustível e pode utilizar até 12 motores por piloto, de acordo com as regras relativas à entrada de um Construtor sob opção fábrica na classe rainha que não tenha conquistado uma vitória em condições de piso seco durante a temporada de 2013. As mesmas concessões também serão aplicadas a um novo Construtor que entre no Campeonato pela primeira vez desde a temporada de 2013, tal como será o caso da Suzuki em 2015.
 
As concessão relativas aos pneus e combustível podem ser reduzidas de acordo com as vitórias e pódios conquistados em piso seco. Este ano, a Ducati conquistou um pódio em piso seco em Austin com Andrea Dovizioso e outro com piso molhado em Assen, também com Andrea Dovizioso. O pódio de Crutchlow em Aragão também aconteceu em piso molhado, apesar de inicialmente a corrida ter sido declarada seca.
 
Em declarações ao motogp.com no paddock, na quinta-feira à tarde antes do Motul Grande Prémio do Japão, Webb afirmou: “Estamos agora a falar da Ducati, mas a forma como a regra foi escrita refere-se a qualquer construtor que não conseguiu uma vitória em piso seco na temporada de 2013 e aplica-se a novos construtores que entrem no Campeonato, por isso estamos também a falar da Suzuki no próximo ano, de outros construtores, não apenas da Ducati”.
 
“O acordo que foi alcançado sobre as concessões que têm nos pneus, combustível e número de motores, é ligeiramente diferente em cada caso. Para os pneus, precisam de ter três vitórias em piso seco e só aí a concessão desaparece. No combustível têm 24 litros, limite que é diminuído para 22 litros caso consigam uma vitória, duas segundas posições ou três pódios e estamos a falar de qualquer piloto que corra com uma Ducati, qualquer combinação de pilotos que obtenha esses totais, e aí a Ducati perde a concessão”.
 
Webb acrescentou, referindo-se ao resultado de Crutchlow em Aragão: “De acordo com os regulamentos do que estamos a falar é de piso molhado. Por isso, até agora a Ducati só conquistou um pódio em piso seco, que foi no Texas. Eu declaro uma corrida seca ou molhada no início porque isso afecta a forma como as equipas vão afinar as motas, saber se podem ou não utilizar determinada mota. Quando as condições mudam durante uma corrida de MotoGP, com a bandeira branca posso dizer-lhes que a condições estão a mudar, que foi o que aconteceu em Aragão e eles puderam trocar de mota”.
 
“A forma como as regras das concessões estão escritas sobre pneus, combustível e as outras coisas para a Ducati e para outros construtores dizem que se aplicam a resultados obtidos em piso seco. Por isso, é um bocadinho diferente a corrida ser declarada seca no início. O pódio em Aragão não foi, de forma muito clara, conquistado em piso seco”.
 
Relativamente ao número limite de motores por temporada, Webb clarificou: “no nosso entendimento no início disto tudo, quando acordamos com a MSMA que as concessões iriam existir e como seriam limitadas, não havia limite para os motores. Para os construtores que não tiveram uma vitória em piso seco em 2013, o número de motores é 12 e essa concessão mantém-se até ao final de 2015”.
 

 

Tags:
MotoGP, 2014, MOTUL GRAND PRIX OF JAPAN, Cal Crutchlow, Andrea Dovizioso, Ducati Team

Outras actualizações que o podem interessar ›