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Rossi reflecte sobre sólido progresso de 2014

Rossi reflecte sobre sólido progresso de 2014

A época de 2014 viu o nove vezes Campeão do Mundo Valentino Rossi dar um passo em frente em termos de competitividade para registar 13 pódios e duas vitórias.

O brilhante final da sua 15ª temporada na categoria rainha como vice-Campeão do Mundo de MotoGP™ e a renovação do contrato com a Movistar Yamaha MotoGP por mais dois anos foram alguns dos pontos altos da campanha.
 
Além dos nove ceptro Mundiais, Rossi conta agora com 196 pódios e 108 vitórias, pelo que não admira os comentários positivos sobre o ano de 2014…
 
P: A época está terminada. Como avalias a tua prestação?
VR: “Estou muito contente com a minha prestação esta época. O balanço é muito positivo. Para mim, esta temporada foi decisiva para decidir o meu futuro. No ano passado não estava contente e tive de decidir se continuava, ou não. O meu objectivo era andar na frente, lutar com os três primeiros e terminar no pódio em todas as corridas. No ano passado isto não foi sempre possível. Estou contente por ter conseguido concretizar isso este ano. Fiz grandes alterações no início da época, mas funcionaram e estou feliz com isso. Estive sempre forte nas corridas ao longo da época. Fiz boas corridas e tive boas lutas.”
 
P: O que pensas da M1 deste ano? No início do campeonato tiveste alguma falta de prestação, mas na segunda parte da temporada a M1 venceu corridas contigo e com o Jorge (Lorenzo).
VR: “A nossa M1 melhorou muito durante a época, em especial graças ao bom trabalho levado a cabo por ambas as equipas. O Silvano, o Ramon e todos os engenheiros e técnicos trabalharam muito bem. Em conjunto conseguimos melhorar a moto e torná-la competitiva para ganhar corridas. Foi uma pena não termos conseguido melhorar a prestação mais cedo porque a maior parte da diferença para o Marc (Márquez) foi criada no início da época e depois tornou-se difícil recuperar. Se pudéssemos começar a época agora, as coisas seriam diferentes, mas não faz mal. O que importa é que a moto melhorou muito e agora está competitiva.”
 
P: Os resultados foram fantásticos esta época, os números falam por si. Enquanto piloto, mas também como homem, o que significa estar de novo a um nível tão elevado?
VR: “É uma grande satisfação porque nos últimos anos as coisas não correram bem. Os dois anos na Ducati foram muito difíceis. O ano passado foi muito melhor, mas não o suficiente para eu dar tudo o que podia, pelo que fiz algumas escolhas. Foram ousadas, até mesmo arriscadas, mas agora estou muito satisfeito por estar aqui depois de tantos pódios e de duas vitórias. Faz-me sentir ainda mais motivado e diverti-me muito; estive suficientemente competitivo para vencer duas corridas e por lutar pelo triunfo em quase todas as jornadas com o Lorenzo e o Márquez, o que era o meu objectivo.”
 
P: Qual foi o momento mais feliz ao longo da época?
VR: “O melhor momento foi a vitória em Misano, perante todos os meus fãs. Consegui voltar ao primeiro lugar no Grande Prémio de Itália ao cabo de cinco anos. Adorei a corrida. Desfrutei memos muito e senti emoções muito boas. Contudo, gostei mesmo muito da segunda vitória porque em Misano estava um pouco excitado demais. Em Phillip Island consegui apreciar ainda mais o triunfo.”
 
P: Sabemos que te preparaste bem em termos físicos e mentais depois do que passastes nos últimos três anos. Como é que conseguiste um regresso tão forte?
VR: “Penso que o segredo é compreender que ainda queremos fazer parte do jogo. Para o fazermos temos de esquecer todas as vitórias que conseguimos no passado e ter muita humildade. Também temos de ter consciência disso; temos de trabalhar arduamente. Se ficarmos muito tempo a pensar no passado o melhor é ficar em casa. O desporto, os rivais, os pneus, a moto, tudo muda, pelo que tens de trabalhar ainda mais para estares mais forte. Se não o fizeres estás acabado.”
 
P: Na segunda metade do ano enviaste uma mensagem clara ao teu principal rival. Como podes colocar mais pressão neles e como podes ajudar a Yamaha a tentar chegar ao décimo título mundial?
VR: “Ainda acredito, como sempre disse. Depois deste ano ainda mais porque estamos na frente. Estamos mesmo perto dos nossos rivais, mas será difícil. O Lorenzo estará mais forte no próximo ano e o Márquez ganhou o título depois de 13 triunfos em corridas contra duas minhas. Isto significa que ele ganhou mais 11 vezes que eu. A diferença é enorme. Para anularmos esta diferença temos de trabalhar ainda melhor enquanto equipa, com o Silvano, e também trabalhar mais com a Yamaha para nos ajudar. Penso que este ano, em particular no início, a Honda esteve muito mais competitiva que a nossa moto e a primeira metade do ano foi muito fácil para o Marc. Se queremos dificultar-lhe a vida temos de estar mais perto dele.”
Tags:
MotoGP, 2015, Valentino Rossi

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