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Puig fala do paddock dos Grandes Prémios

Puig fala do paddock dos Grandes Prémios

Pode já não estar directamente associado a Dani Pedrosa, mas o antigo piloto Alberto Puig continuou a estar muito ocupado em 2014 enquanto responsável da Shell Advance Asia Talent Cup. O homem de Barcelona falou com o motogp.com para reflectir sobre este e outros assuntos da época.

Em anos anteriores, Puig dirigiu a MotoGP Academy da Dorna Sports, além de ter gozado de muito sucesso com Pedrosa. A desempenhar agora funções de conselheiro da HRC, ele dirige a Shell Advance Asia Talent Cup e colabora também com a espanhola Movistar TV.
 
Alberto, como vês a época de estreia da Shell Advance Asia Talent Cup? Estás satisfeito com os resultados atingidos?
No que toca a novos campeonatos, o primeiro ano é sempre complicado. Encontrámos alguns jovens que são mesmo muito inexperientes, mas é justo dizer que os japoneses estiveram um passo à frente com o passar da época. Foi uma jornada na qual todos os pilotos deram passos en frente – uns mais que outros, é claro. A experiência foi enriquecedora para todos, para os pilotos e para nós, e criámos uma competição forte. É a primeira competição de velocidade do seu género na Ásia e um passo em frente para o motociclismo na região. E esse é sempre o nosso objectivo.
 
Outro objectivo era descobrir novos talentos que possam causar impressão a nível internacional. Há boas notícias nessa matéria?
Hé três pilotos – o Kaito Toba, o Ayumu Sasaki e o Yuta Date – que brilharam mais que os outros. Estão preparados para o Campeonato do Mundo? Talvez ainda não estejam a 100%, mas estão prontos para competirem em outros campeonatos com o FIM CEV Repsol, ou a Red Bull MotoGP Rookies Cup.
 
Por oposição ao trabalho directo ao lado de Dani Pedrosa, este ano desempenhaste um papel de conselheiro da HRC. Como foi essa experiência?
Primeiro, salientaria que estou com a Honda há muitos anos, desde 1993. Este ano não trabalhei com o Dani na Repsol Honda Team, mas a Honda perguntou-me se poderia assisti-los em termos de apoio a jovens pilotos na Asia Talent Cup. Por isso, dirigi a evolução dos pilotos lá e, ao mesmo tempo, geri várias outras equipas e pilotos no Campeonato do Mundo.
 
Na Moto3™ aconselhaste o Efrén Vázquez, por exemplo, e diz-se que a ideia para o Jack Miller passar para o MotoGP™ foi tua…
Bem, conheço o Efrén desde os tempos da MotoGP Academy e ele perguntou-me se estaria disponível para o ajudar, o que fiz. E no que toca ao Miller… perguntaram-me sobre essa possibilidade e disse-lhes o que pensava. Foi uma conversa que tivemos, mas na Honda promovem quem querem. De forma geral, e não apenas no caso do Miller, acredito que um piloto de talento tem de ter oportunidades e que tiram partido de todas as oportunidades que surjam.
 
E como te sentes com as tuas novas tarefas na HRC?
Tem sido muito interessante. Para mim foi como ver as coisas de um ponto de vista diferente e foi uma experiência muito enriquecedora. Dá-nos um ponto de vista mais abrangente de tudo e podemos lidar com pessoas diferentes na empresa; não apenas com pessoal da Repsol Honda, isto porque a HRC é composta por muitas pessoas diferentes e este ano trabalhei mais do lado nipónico da coisa.
 
Este ano, no teu papel com a Movistar TV, ouvimos-te elogiar pilotos como o Jorge Lorenzo e o Valentino Rossi…
Bem, o Valentino surpreendeu-me muito. Há uns tempos as pessoas perguntavam-me sobre ele e, com todo o respeito, pensei que ele estava a lutar para causar impressão. Agora acabou por terminar como vice-Campeão do Mundo. Eu estava totalmente errado em relação a ele e estou contente por me ter enganado. Penso que é muito bom para o desporto continuar a ter o Rossi a este nível. O que me impressionou mais foi a forma como recuperou a velocidade e agressividade. Ele conseguiu terminar à frente do Lorenzo e do Pedrosa e admito que, para mim, foi algo totalmente inesperado.
 
Parece que o Marc Márquez te surpreendeu um pouco menos!
Não há muito a dizer sobre o Marc. Ele é um piloto que venceu o título Mundial na primeira época na categoria rainha. Depois disso o que se podia esperar? Que andasse para trás? Só podia melhorar, a não ser que houvesse algum azar em termos de lesão.
 
Finalmente, o que achas da campanha de 2014 do Dani Pedrosa? Ele terminou em quarto da geral, o que geralmente não é o esperado.
Cada um tira as suas conclusões disso. Não acompanhei as coisas com grande detalhe, estava com outras coisas no paddock – com a HRC e isso – e o que se passou na garagem não me cabe comentar. Tudo o que posso fazer é ver os resultados das corridas e onde ele terminou. É claro que tenho a minha opinião sobre o assunto… mas é a minha opinião.

Tags:
MotoGP, 2014

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