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A ‘oportunidade de ouro’ de Brad Binder em 2015

A ‘oportunidade de ouro’ de Brad Binder em 2015

Há quase 35 anos que um sul-africano não festeja um título nos Grandes Prémios. Poderá Binder tornar-se no piloto a colocar ponto final nessa travessia do deserto? Ele reconhece que sim enquanto passa para a Red Bull KTM Ajo para a campanha de 2015 da Moto3™.

No próximo ano não serão um, mas dois Binders no pelotão. Brad – por duas vezes no pódio em 2014 – quer causar impressão com a formação de Aki Ajo. Enquanto isso, o irmão mais novo Darryn entra para o Campeonato do Mundo vindo da Red Bull MotoGP Rookies Cup, ocupando o antigo lugar do irmão na WWR.
 
Brad Binder dispensou dez minutos ao motogp.com, nos quais partilhou o seu optimismo.
 
Brad, estão os irmãos Binder apostados em seguir os passos das famílias Márquez e Espargaró?
[Risos] Podia ser fantástico… eles colocaram a fasquia muito alto! No fim de contas, sempre gostámos de corridas desde que somos pequenos. Já passaram três ou quatro anos desde que corremos juntos na GP 125 na África do Sul. Parece que foi há um século!
 
Tendo lá estado e tendo-o feito, sei que não será fácil para o Darryn. O primeiro ano nos Grandes Prémios é sempre complicado e, com a forma como a Moto3 está neste momento, isso torna tudo ainda mais difícil. Espero que o meu irmão se dê mesmo bem e vou ajudar o máximo que posso. Estamos juntos muitas vezes. Durante a época estou a viver em Espanha – tenho uma casa perto de Benirdorm, a meio caminho entre Valência e Alicante – e ele ficava sempre comigo entre as corridas da Rookies Cup races.
 
Apresentaste algumas grandes prestações em 2014 com uma Mahindra de cliente. Houve um segundo lugar na Alemanha e outro pódio no Japão. Contudo, o que sentes que te faltou em outras corridas?
Problemas de motor e muitas desistências; por seis vezes esta época tive de entrar no pit lane durante as corridas, o que não foi nada divertido! Mas a Mahindra trabalhou arduamente e a moto era excelente. Fiquei contente com os dois pódios. Na Alemanha dei mesmo tudo e fiquei logo atrás do Jack Miller. Por um lado ia ser o meu primeiro pódio, pelo que não quis fazer algo estúpido, mas é claro que queria vencer. Contudo, nesse dia o Jack tinha mesmo o ritmo e mereceu ganhar.
 
Quais são as tuas primeiras impressões após os dois primeiros testes com a Red Bull KTM Ajo?
Eles são muito profissionais. É incrível. Gostei mesmo muito dos dois primeiros testes. São descontraídos, mas profissionais ao mesmo tempo. E a moto… uau! A potência nos baixos regimes é muito, muito boa! A potência do motor é muito macia, é fácil de pilotar e é um sonho à entrada em curva. Nunca se atravessa.
 
Na Mahindra atravessava-me mais do que andava a direito! Com a KTM é muito mais fácil fazer um bom tempo por volta. Não é preciso cometer loucuras ou andar no limite. Em termos de comparação entre as KTM de 2014 e de 2015, não posso dizer quais sãos as melhorias porque só fiz um teste com cada uma delas.
 
Tendo visto o Jack Miller quase vencer o título com uma Ajo Motorsport KTM, tens pressão acrescida agora?
Para ser franco, não há qualquer pressão. Não me interessa a moto com que estou a correr, quero apenas vencer e dar o meu melhor. Sempre soube que podia rodar na frente e é muito frustrante quando não se está em posição para o fazer. Sinceramente, o pódio na Alemanha foi a melhor coisa que podia ter feito. Surgiu mesmo antes da paragem de meio da época, pelo que ficaram todos a falar de mim durante muito tempo e isso ajudou muito no que toca a arranjar um bom lugar para 2015. Sim, já tinha falado com outras equipas antes disso, mas terminar em segundo cimentou mesmo as coisas.
 
Para 2015 tens dois colegas de equipa, o Karel Hanika e o Miguel Oliveira. Achas que o Aki Ajo e a equipa vão dar oportunidades iguais a todos?
Não tenho qualquer dúvida de que os três pilotos vão ter o mesmo equipamento durante todo o ano. Isso não é motivo de preocupação.
 
Quais achas que vão ser os teus principais rivais?
É uma pergunta difícil. Quem é que dirias [risos]?! É muito difícil dar uma resposta, tendo em conta que em algumas corridas em 2014 tivemos 15 pilotos a lutar pela vitória. Creio que temos de olhar para tipos como o Danny Kent, numa Honda, e penso que o Antonelli estará bom, desde que tenha menos quedas. Honestamente, não me interessa quem é o mais próximo rival – só estou a tentar vencer a corrida!
 
O último Campeão do Mundo sul-africano foi o Jon Ekerold, nas 350cc em 1980. Serás tu o piloto a colocar ponto final nos 35 anos de travessia do deserto da África do Sul?
Adoraria! Mesmo. Vou dar 110% e tentar tudo. É uma oportunidade de ouro que tenho para mostrar às pessoas o que posso fazer; o primeiro desafio será lutar por resultados de topo de forma consistente. Já passou muito tempo para a África do Sul porque temos muitas pessoas apaixonadas pelo desporto aqui. Adorava que o nosso país voltasse a ter um Grande Prémio. Temos pistas, tanto Welkom como Kyalami seriam fantásticos circuitos de Grande Prémio e ambos já receberam muitos eventos no passado. Para mim também seria muito bom ter uma corrida em casa.
 
OS FACTOS – HISTÓRIA DA ÁFRICA DO SUL NOS GRANDES PRÉMIOS
 
- A África do Sul produziu dois Campeões do Mundo: Kork Ballington (4 títulos consecutivos nas 350cc e 250cc em 1978 e 1979) e Jon Ekerold (350cc em 1980)
 
- Além de Ballington e Ekerold, o único outro sul-africano a ter ganho um Grande Prémio foi Alan North, que triunfou no Grande Prémio das Nações de 350cc de 1977, em Imola
 
- O primeiro sul-africano a ter sucesso foi Paddy Driver, que correu nos Grandes Prémios de 1958 a 1965 e somou nove pódios. Ele também participou em duas corridas de Fórmula 1 com a Lotus. Driver continua a ser o único sul-africano além de Brad Binder a terminar no pódio da categoria mais baixa dos Grandes Prémios (terceiro nas 125cc no GP da Bélgica e de Spa-Francorchamps em 1962, com uma EMC)
 
- A África do Sul festejou um total de 39 vitórias em Grandes Prémios: 31 para Ballington (17 x 250cc, 14 x 350cc), 7 para Ekerold (1 x 250cc, 6 x 350cc) e 1 para North (1 x 350cc)
 
- O país organizou o primeiro Grande Prémio em 1983, em Kyalami, prova ganha por Freddie Spencer, que assim deu início à época da conquista do primeiro ceptro dele e da HRC
 
- O último Grande Prémio disputado na África Sul teve lugar em 2004, quando o circuito de Phakisa Freeway, em Welkom, abriu a época; a corrida ficou para a história com a vitória de Valentino Rossi na estreia com a Yamaha. Também nesse fim‑de‑semana Dani Pedrosa vencer a sua primeira corrida nas 250cc enquanto Andrea Dovizioso triunfou nas 125cc, a primeira vitória na carreira do italiano nos GP’s.

Tags:
Moto3, 2014, Brad Binder, Red Bull KTM Ajo

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