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Márquez impõe-se no teste Sepang 2

Márquez impõe-se no teste Sepang 2

Ao cabo de três dias de intensos testes o Campeão do Mundo de MotoGP™ Marc Márquez definiu a fasquia para o resto do paddock.

O tempo desempenhou papel preponderante nos planos de testes de cada equipa, com o calor intenso a dar aos pilotos reduzida janela para assinarem tempos rápidos. A maior parte das formações concentrou-se em desenvolver as motos e a procurar as melhores afinações durante os dois primeiros dias, enquanto hoje as equipas mostraram o seu verdadeiro ritmo de manhã para fazerem simulações de corrida durante a tarde.

Depois de um primeiro dia com problemas de travões, Márquez, da Repsol Honda, dominou o resto do ensaio, concentrando-se na avaliação de diferentes pneus e melhorando a afinação com cada um deles para determinar qual o preferido.

Ele liderou as tabelas de tempos nos últimos dois dias, rodando em 1m59,115s, o que o deixou com uma margem de 0,3s sobre os rivais. E ninguém pode acusar o Campeão do Mundo de descansar à sombra dos louros no último dia, já que fez mais voltas que qualquer outro (73), entre as quais se incluiu uma simulação de corrida de 19 voltas, com 16 delas abaixo dos 2m01s. Um indicador de que está em boa posição para revalidar o ceptro.

Já Dani Pedrosa só conseguiu melhorar em meio segundo ao longo dos três dias e deverá estar aborrecido por não ter logrado quebrar a barreira dos dois minutos, terminando em quinto da geral.

No que toca à Movistar Yamaha, Jorge Lorenzo apresentou-se em muito boa forma no teste, terminando em segundo, a 0,3s de Márquez, depois do tempo conseguido esta manhã e retirou mais de dois segundos à sua melhor marca ao longo dos três dias. Isto num teste onde, em conjunto com o colega de equipa Valentino Rossi, avaliou a evolução da transmissão seamless.

Já Rossi, um dos seis a rodar abaixo dos dois minutos, viu a diferença para Márquez aumentar de 0,4s no segundo dia para 0,7s no final do teste, pelo que agora espera estar mais competitivo no Qatar.

Em muito bom plano esteve Cal Crutchlow, da CWM LCR Honda. O britânico logrou adaptar o estilo de pilotagem à RC213V e manter-se competitivo com pneus novos para melhorar os resultados todos os dias e terminar com 1m59,658s, marca conseguida esta manhã e que representa uma melhoria de 1,5s face ao primeiro dia. Junte-se a isto uma simulação de corrida esta tarde com cronos consistentes nos 2m01s. O seu colega de equipa Jack Miller, que se adapta à Honda RC213V-RS Open, conseguiu o melhor registo pessoal esta manhã com 2m01,593s.

Os três dias de testes foram também muito importantes para a Ducati que estreou a nova GP15. Andrea Iannone adaptou-se muito bem à montada para terminar em quarto da geral e a 0,6s de Márquez. Enquanto isso, Dovizioso queixou-se de alguns problemas em travagem e não mostrou a mesma confiança, o que o levou a ficar a meio segundo do colega de equipa.

A Suzuki deu continuidade ao encorajador regresso ao MotoGP™ com nova carenagem e actualizações de motor. Aleix Espargaró tirou partido destas melhorias para rodar em 2m00,275s na última manhã, o bastante para o nono posto. O estreante Maverick Viñales não está a revelar dificuldades na adaptação á GSX-RR e surpreendeu muito ao rodar a apenas 0,3s do mais experiente colega de equipa.

Bradley Smith progrediu bem durante o teste, recuperando da lesão no tornozelo para acabar com 0,6s de margem sobre Pol Espargaró, na outra Monster Tech3 Yamaha, num teste dedicado ao desenvolvimento da electrónica da YZF-M1.

Héctor Barberá liderou a classe Open e terminou o teste entre os dez primeiros, um resultado que conseguiu com o pneu mais macio. Mike Di Meglio, na outra Avintia Ducati GP14.2, ficou a mais um segundo de distância com 2m01,487s

Já Scott Redding, que se concentrou no desenvolvimento do chassis e adaptação do estilo de pilotagem à Honda RC213V de Fábrica da Estrella Galicia 0,0 Marc VDS, terminou em 16º depois de retirar mais de um segundo à sua melhor marca.

Nicky Hayden, da Drive M7 Aspar, teve de se adaptar a uma moto totalmente diferente da de Sepang 1 e depois de melhorar a afinação logrou retirar dois segundos à sua marca ao longo dos três dias. O colega de equipa Eugene Laverty usou os três dias para se acostumar à Honda RC213V-RS e deverá estar contente pot ter terminado a um segundo do Campeão do Mundo de MotoGP™ de 2006.

Danilo Petrucci foi o mais rápido da Pramac Ducati com a GP14.3, terminando à porta dos de primeiros nos últimos dois dias, enquanto Yonny Hernández se concentrou em fazer o maior número de voltas possível depois de ter falhado Sepang 1 devido a lesão.

A Forward Racing trabalhou a nova electrónica estreada em Sepang 1 com Stefan Bradl e Loriz Baz e deverá estar satisfeita com o facto do germânico ter ficado a 1,5s de Márquez no último dia. Já Baz quedou a mais dois segundos naquela que é ainda uma faze de adaptação à troca do WSBK.

Para a Aprilia a evolução da moto usada em Sepang 1 deu resultados mistos. Álvaro Bautista foi mais bem sucedido que o colega de equipa Marc Melandri na versão mais recente da RS-GP. Bautista melhorou ao longo do teste, enquanto Melandri foi sempre o último e concluiu o trabalho a quase 4,5s de Márquez.

Karel Abraham rodou com a sua Honda RC213V-RS em 2m01,538s, melhorando oito décimos ao longo dos três dias. Alex De Angelis concentrou-se na electrónica e afinação da máquina da Octo Ioda ART, terminando a quatro segundos da frente.

Veja aqui os resultados completos de Sepang 2.

Tags:
MotoGP, 2015, SEPANG MOTOGP™ OFFICIAL TEST, Cal Crutchlow, Marc Marquez, Jorge Lorenzo, LCR Honda, Repsol Honda Team, Movistar Yamaha MotoGP

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