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Márquez de novo imperial em Austin

Márquez de novo imperial em Austin

Márquez regressa a território familiar com a pole em Austin e está em boa posição para garantir a 3ª vitória consecutiva no COTA.

Depois de um início de época fantástico no Qatar há duas semanas os olhos estavam hoje postos sobre vários protagonistas da categoria rainha na qualificação do Red Bull Grande Prémio das Américas e a verdade é que não desiludiram.

O Campeão do Mundo de MotoGP™ repetiu a primeira linha, se bem que agora com uma fantástica pole conseguida na sua última volta e depois de ter liderado todas as sessões de livres, excepto a primeira. O piloto da Repsol Honda deixou o derradeiro ataque para o final, mas esteve perto de voltar a ver-se batido por aquilo que se está a revelar uma Ducati verdadeiramente renascida.

Márquez parou em pista a três minutos do final, dando ainda mais emoção à qualificação, para depois correr a pé para trocar para a segunda montada e, com ela, acabar por garantir a primeira posição da grelha com novo recorde da pista de 2:02,135s. Junte-se a este ritmo o historial invencível do espanhol no Circuito das Américas, e retire-se o erro da primeira volta no Qatar, e estamos muito possivelmente perante uma corrida “à Márquez” rumo ao que pode ser um terceiro triunfo consecutivo no Texas.

Mas se Márquez foi o principal protagonista com o ritmo apresentado, Andrea Dovizioso foi também ele um protagonista de relevo por mérito próprio. Depois da forma como brilhou em Losail, o italiano veio a Austin mostrar que a primeira corrida da temporada não foi obra do acaso. Dovi foi o único até ao momento neste fim‑de‑semana a bater Márquez e, tirando o andamento menos afincado na FP2, o homem da Ducati Team esteve sempre entre os cinco primeiros e chegou mesmo a estar muito perto de garantir a segunda pole position da época para a nova GP15. No final ficou a 0,3s da P1.

Atrás dele, a mais 0,06s de distância, ficou Jorge Lorenzo. O piloto da Movistar Yamaha MotoGP não começou bem o fim‑de‑semana, mas parece estar bem melhor da bronquite que ontem lhe travou o andamento e neste sábado esteve sempre nos três primeiros. Margens curtas, que continuam curtas até ao sexto posto, e que deixam antever mais uma prova absolutamente emocionante. Resta ver se, de facto, a redução dos 24 para os 22 litros de combustível nas Ducati de fábrica, em resultado da conquista do terceiro pódio em seco no Qatar, não será problema para a marca de Bolonha. Dovi já veio a público dizer que não e que já rodaram com o novo limite em Losail.

Enquanto isso, Valentino Rossi esteve um pouco mais apagado. O brilhante vencedor da primeira corrida do ano parece ainda não ter encontrado esse nível de andamento e foi um regular quarto. Contudo, os escassos três centésimos de atraso para o colega de equipa e quatro décimos de déficit para Márquez fazem com o nove vezes Campeão do Mundo seja claramente um nome a ter em linha de conta.

O mesmo pode-se por ventura dizer de Cal Crutchlow. O britânico deu mostras de se estar a adaptar muito bem à RC213V da CWM LCR Honda ao terminar a 0,04s de Rossi e a fazer com que fossem duas as Honda entre os cinco primeiros. Já Scott Redding, que só no molhado da primeira sessão tinha rodado entre os primeiros, melhorou o ritmo para ser sexto e, assim, superar Andrea Iannone.

O italiano da Ducati Team não teve, claramente, um sábado tão fácil como o de há duas semanas e depois de ter passado pela Q1, não logrou melhor que a sétima posição, três furos atrás do que conseguiu no Qatar. É sinal de que o construtor transalpino terá algum trabalho a fazer durante a noite e no Warm Up de amanhã, mas atendendo a tudo que tem feito desde a estreia da nova GP15, não deverá ser uma decisão acertada apostar contra a Ducati e Iannone para a corrida.

Muito positivo foi o dia da Suzuki, que colocou os seus dois pilotos nos 12 primeiros; um resultado significativo para a marca nipónica que regressou este ano à categoria rainha. Aleix Espargaró superou o irmão Pol (Monster Yamaha Tech3) para garantir a oitava posição da grelha, enquanto o colega de equipa e estreante Maverick Viñales veio da Q1 para terminar em 12º.

Bradley Smith (Monster Yamaha Tech3) parte de décimo, à frente de Danilo Petrucci da Pramac Ducati, também ele agora limitado a 22 litros de combustível.

Tags:
MotoGP, 2015, RED BULL GRAND PRIX OF THE AMERICAS, Marc Marquez, Andrea Dovizioso, Jorge Lorenzo, Ducati Team, Repsol Honda Team, Movistar Yamaha MotoGP

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