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Majestoso regresso de Lorenzo às vitórias

Majestoso regresso de Lorenzo às vitórias

O espanhol já tinha deixado claro ao que vinha desde sexta-feira e nesta corrida de domingo confirmou-o ao dominar de início a fim.

Jorge Lorenzo está de volta! É o mínimo que se pode dizer do espanhol depois da demonstração de mestria que levou a cabo ao longo de todo o fim‑de‑semana. Após um início de temporada fora do que lhe é habitual, o piloto da Movistar Yamaha não deu qualquer hipótese aos rivais e foi imperial na conquista da vitória na quarta jornada da época.

Mais rápido nas três primeiras sessões de livres, pole postion com recorde demolidor, volta mais rápida, liderança desde a partida e vitória com mais cinco segundos sobre o Campeão do Mundo Marc Márquez, assim foi a visita de Lorenzo ao traçado do Sul Espanha, que mostrou estar de volta à luta pelo ceptro. Apostar o contrário após esta demonstração de poderio será, seguramente, arriscar demais!

Mas houve mais quem brilhasse em Jerez, se bem que não com a mesma intensidade. O espanhol da Repsol Honda tinha contas a ajustar consigo próprio após o erro da Argentina, mas com a fractura no mindinho esquerda contraída em acidente de treino na semana passada a tarefa não se apresentava fácil, e… não foi!

Marc Márquez regressou de um nulo com muito positivo segundo lugar, a lesão nunca o deixou lutar pelo triunfo e, não fossem os analgésicos para a corrida, muito provavelmente não estaria no pódio. Mas a verdade é que o Campeão do Mundo fez uso de toda a sua experiência para tentar resolver a corrida da melhor forma logo nos momentos iniciais, começando por acompanhar Lorenzo para depois ficar sozinho no segundo posto.

Valentino Rossi ainda começou a recuperar terreno perto do final, mas Márquez voltou à carga com as forças que ainda tinha para manter a vantagem e dilatá-la um pouco, o que lhe permitiu somar mais 20 pontos.

Por seu turno, o italiano, que partiu de quinto e só à terceira volta chegou aos três primeiros, fez o que Márquez não conseguiu na Argentina: depois de tentar o ataque e ver que não tinha como sair vitorioso do mesmo, optou por se contentar com o pleno de pódios até ao momento e terminar em terceiro. Um resultado que serviu apenas para o deixar ainda mais líder da geral, ainda para mais após o desastre que foi a corrida da Ducati Team.

Na verdade, os dois Andreas tiveram uma corrida para esquecer e tudo por culpa própria. Iannone fez uma péssima partida, vendo-se literalmente engolido pelo pelotão para cruzar a meta em 11º ao cabo da primeira volta. O italiano haveria depois de começar a recuperação, mas a desvantagem já era demasiado significativa e o tempo que perdeu a subir na classificação não permitiu mais que um sexto posto final.

Enquanto isso, o colega de equipa Dovizioso arruinou o fim‑de‑semana primeiro na qualificação e depois na primeira volta. Vindo de oitavo da grelha, por duas vezes o italiano alargou a trajectória antes de cruzar a meta pela segunda vez. Talvez uma tentativa desesperada de ganhar terreno, mas o facto é que o preço que teve de pagar foi muito alto: ao cabos dos primeiros quase 9 km de corrida Dovi era… último! E só há quarta volta iniciou a recuperação que o levou até ao oitavo posto final e acabou por colocar ponto final na sequência de três pódios consecutivos.

De todas as formas, estas duas recuperações tardias por parte dos pilotos da Ducati Team comprovam, por ventura, que a GP15 é claramente uma máquina a ter em grande linha de conta, pois num pelotão tão competitivo não é qualquer um que consegue ganhar tantas posições.

Muito bem esteve também Cal Crutchlow. Depois do pódio da Argentina o piloto da CWM LCR Honda voltou a ser o melhor piloto satélite ao terminar num solitário quarto posto e mostrou, uma vez mais, que em caso de erro dos mais rápidos tem o que é preciso para terminar no pódio.

Em termos de Campeonato, Rossi continua na frente com 82 pontos enquanto Dovizioso ainda consegue manter a segunda posição (67), mas agora com Lorenzo bem mais perto, com 62 pontos. Marc Márquez recuperou para terceiro, com 56, enquanto Iannone desceu a quarto, com 50, seguido de perto por Crutchlow, com 47.

Tags:
MotoGP, 2015, GRAN PREMIO bwin DE ESPAÑA, RAC, Valentino Rossi, Marc Marquez, Jorge Lorenzo, Movistar Yamaha MotoGP, Repsol Honda Team

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