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Alinhamento espanhol de novo unido na HRC

Alinhamento espanhol de novo unido na HRC

Pedrosa pode nunca ter ganho um Campeonato do Mundo de MotoGP™, mas ganhou o respeito pela forma como ultrapassa cada lesão…

Com 19 anos de experiência de MotoGP™ para a Motorcycle News, Matthew Birt conhece o campeonato por dentro e por fora. Em 2015 ele junta-se à equipa do motogp.com para lhe trazer notícias exclusivas e opinião desde o paddock.

Dani Pedrosa já provou ser mestre a recuperar de lesões no MotoGP™. Se olharmos para a lista de lesões do espanhol, é tão longa que só chegaria a meio numa viagem daqui à lua.

Por isso, Pedrosa caminhou por território familiar hoje em Le Mans quando se mostrou tranquilo, mas cauteloso antes de mais um regresso à competição no GP de França deste fim‑de‑semana.

O regresso de Pedrosa de lesões é algo que ele já fez muitas vezes.

Mas este regresso é um pouco diferente.

Pedrosa já antes regressou acreditando que tinha ultrapassado lesões e que ia voltar a ser um dos mais rápidos do Campeonato do Mundo.

A operação a que se submeteu depois de recorrentes problemas de síndrome compartimental na ronda de abertura da época no Qatar não foi rotina.

Foi uma operação de risco e rara e para um homem tão habituado a ir à faca, talvez a operação mais importante da carreira.

Foi para salvar a carreira. Pedrosa estava limitado pela perda de sensibilidade no braço direito no Qatar, mas mesmo assim foi sexto.

Mas para um piloto acostumado a lutar por vitórias e pódios há quase uma década no MotoGP™, sexto só não chega. É melhor ficar em casa do que rodar bem abaixo das capacidades foi a mensagem que parecia vir de Pedrosa.

Pedrosa estará certamente pensativo na FP1 de amanhã. Ele admite que pode levar meses até compreender totalmente se o problema foi totalmente resolvido.

Ele rodou com uma supermoto durante pouco tempo no asfalto, em Espanha. Mas nada o pode preparar para as exigências físicas de domar os 260cv da RC213V da Repsol Honda no circuito Bugatti.

A HRC deve estar contente por ver os dois espanhóis de novo juntos após complicado início de 2015. Foram umas semanas pouco confortáveis para Pedrosa que teve de passar por mais um doloroso processo de recuperação. Mas a sua ausência foi também muito desconfortável para a Honda.

A gestão da Honda enfrentou uma série de perguntas sobre a possibilidade de Casey Stoner rodar no lugar de Pedrosa durante a ausência deste. Eles foram sempre questionados sobre porque é que Pedrosa não foi operado mais cedo dado ele saber do problema desde os testes de Inverno. E teriam eles oferecido novo contrato de dois anos se conhecessem a gravidade do problema?

Essas questões devem ter desaparecido por agora. Bem, pelo menos até ao final da FP1!

Pedrosa pode nunca ter ganho um Campeonato do Mundo de MotoGP™, mas conquistou o respeito e admiração por estar sempre a lutar para recuperar de lesões.

As suas esperanças no Campeonato do Mundo acabaram por mais um ano. Ninguém pode ficar em casa durante três corridas e esperar vencer o título contra pilotos do calibre de Valentino Rossi, Marc Márquez e Jorge Lorenzo.

Com Rossi a levar a cabo o melhor início de época desde 2005, Márquez a ter de dar tudo para conquistar o terceiro ceptro consecutivo, Lorenzo a regressar ao seu melhor em Jerez e as novas Ducati GP15 sempre competitivas, o regresso de Pedrosa é apenas mais um factor a juntar ao que já está a ser uma época emocionante.

As corridas têm sido emocionantes sem a sua presença. Junte-se mais um piloto de topo à mistura e o espectáculo promete ser ainda maior.

Todos os pilotos, quando questionados sobre o regresso de Pedrosa em Le Mans todos disseram que se for capaz de voltar ao melhor da forma ele será uma ameaça a ter em conta.

Ele pode não estar na luta pelo Campeonato, mas pode desempenhar papel preponderante.

Tags:
MotoGP, 2015, MONSTER ENERGY GRAND PRIX DE FRANCE, Dani Pedrosa, Repsol Honda Team

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