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Oliveira: “Foi um dia histórico para Portugal”

Oliveira: “Foi um dia histórico para Portugal”

Dois dias depois de ter feito história, Miguel Oliveira avalia o fim‑de‑semana de Mugello onde se tornou no 1º português a ganhar um GP.

No Campeonato do Mundo a tempo inteiro desde 2011, Miguel Oliveira há muito que buscava a primeira vitória da carreira e no passado domingo em Mugello, no Grande Prémio de Itália TIM, logrou o feito na fantástica corrida de Moto3™ para se tornar no primeiro piloto da história do Campeonato do Mundo e fazer tocar o hino nacional.

Como te sentes após teres conquistado a tua primeira vitória no Campeonato do Mundo depois tanto esforço?
“A verdade é que senti a pressão para conquistar a minha primeira vitória no Campeonato do Mundo e agora estou muito satisfeito por a ter conseguido. Estou muito contente. Isto dá-me muita confiança para as próximas corridas, mas temos de continuar a trabalhar e a melhorar a afinação. É sempre possível dar um passo em frente. Mas antes disso é tempo de desfrutar o momento.”

Como recordas a corrida dois dias depois? Tinhas planeado saíres da última curva na liderança?
“Não, de todo. Foi improviso. Na grelha disse ao Jordi [Gallardo], o meu mecânico chefe, que não queria ser primeiro na última curva. Mas no final, ao ver as voltas passarem, pensei que era a melhor solução e foi o que fiz. Já tinha feito a última curva em segundo ou terceiro e podia ter sido bloqueado, o que acabaria com as minhas possibilidades de vencer. Indo em primeiro arrisquei um ‘photo finish’ ou terminar no pódio, pelo que teria sempre uma recompensa.”

Primeiro rodaste no segundo grupo, depois lideraste a corrida várias voltas e no início da última estavas em quarto. Foi difícil gerir estas situações?
“Foi uma corrida muito dura desde o início. Nos momentos iniciais estava no segundo grupo e vi que podíamos perder a possibilidade de terminar no pódio. Consegui apanhar o grupo da frente e nessa altura vi que tinha ritmo, pelo que fui para a liderança. Foi aí que vi que não conseguia escapar, mas estava mais rápido na segunda metade da pista e no 4º sector consegui a vantagem necessária para cruzar a meta em primeiro.

Contudo, quando estava em quarto no início da última volta pensei que tinha cometido um erro ao liderar durante tantas voltas. Tentei ultrapassar três pilotos e corri um risco. Estou muito contente.”

Como foi fazeres a longa recta pela última vez?
“Não dá muito tempo para pensar. Foi uma explosão de alegria e houve muitas lágrimas, mas ninguém viu isso. Ao sair da última curva vi a bandeira de xadrez e comecei a gritar para que ninguém me passasse, como se fosse isso que me ia fazer ser mais rápido! [risos] Domingo foi um dia histórico para Portugal. É muito satisfatório conseguir a minha primeira vitória, que é também a primeira vitória do meu País.”

Pensaste, ao longo do fim‑de‑semana, que esta podia ser a corrida da tua primeira vitória?
“A verdade é que esta não é uma das pistas onde podes ter a certeza que vais dominar. Em Mugello os pilotos italianos são sempre muito fortes e dão sempre tudo. Felizmente estava errado e consegui fazer uma grande corrida. Os treinos livres foram bons, mas na qualificação na consegui as mesmas sensações quando fui sétimo na grelha. Sabia que estávamos muito fortes no sector 4 e mostrámos isso mesmo.”

Como olhas agora para o resto do Campeonato do Mundo?
“É verdade que levámos seis corridas até chegarmos à primeira vitória, mas foi merecida. Trabalhámos arduamente para ela. A partir de agora temos de nos concentrar em cada corrida e não pensar além disso e fazermos o nosso melhor. Temos de tentar vencer sempre que possível”

A quem dedicas esta vitória?
“À equipa, KTM, Red Bull, todos os parceiros, à minha família e todos os fãs, mas em particular ao meu pai. Sei que ele investiu muito para me fazer chegar aqui e posso garantir que não foi fácil.. Creio que este é o melhor presente que lhe posso dar.”

Tags:
Moto3, 2015, GRAN PREMIO D'ITALIA TIM, RAC, Miguel Oliveira, Red Bull KTM Ajo

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