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Catedral recebe luta pela liderança do MotoGP™

Catedral recebe luta pela liderança do MotoGP™

Campeonato do Mundo de MotoGP™ prossegue no Motul TT Assen com o que promete ser mais uma grande luta pela supremacia na frente da geral.

O Dutch TT Assen é uma jornada incontornável do Campeonato do Mundo de MotoGP™, não fosse ela a única a fazer parte do calendário dos Grandes Prémios desde a criação do Mundial em  1949, e a visita deste ano ao traçado holandês promete ser repleta de emoções fortes.

A dupla da Movistar Yamaha MotoGP, Valentino Rossi e Jorge Lorenzo, volta a ser o centro de todas as atenções depois do domínio que tem apresentado desde o início do ano. Batidos apenas por uma vez este ano com a vitória do Campeão do Mundo Marc Márquez em Austin, os dois pilotos da marca dos três diapasões contam já com seis vitórias em sete possíveis e com um total de 11 pódios. Apenas dois dos vários números que podiam ser usados para exemplificar o domínio que a marca tem apresentado.

Contudo, enquanto Rossi é o único piloto com o pleno de pódios até ao momento, o italiano de 36 anos tem lutado para igualar o excelente momento de forma pelo qual o colega de equipa Lorenzo está a passar e que faz com que os dois estejam separados apenas por um ponto na frente da tabela pontual. 

O espanhol está numa sequência única na carreira de quatro vitórias consecutivas e nada nem ninguém parece capaz de o travar. Para o conseguir, “The Doctor” terá de se apresentar ao seu melhor nível na qualificação para poder partir mais perto da frente; se o conseguir é bem possível que regresse ao mais alto do pódio pela primeira vez desde a Argentina.

Mas se o despique entre os pilotos de fábrica da Yamaha se apresenta como um dado adquirido, a dúvida assenta sobre quem vai conseguir travar o binómio Rossi Lorenzo, principalmente numa pista que é favorável à M1.

Olhando à classificação geral e ao ressurgimento que tem apresentado este ano, muitos deverão apostar na Ducati Team e nova Desmosedici GP15. Os dois Andreas têm tido sempre uma palavra a dizer nas lutas pelo pódio, isto apesar de nem sempre terem terminado nos três primeiros.

A nova aquisição da marca de Borgo Panigale para este ano, Iannone, é neste momento o porta-estandarte da formação, com os dois pódios a grande regularidade que tem apresentado este ano, sempre com resultados nos seis primeiros, o piloto tem também dado nas vistas pelas grandes lutas que tem protagonizado com nomes como Márquez e Rossi, por exemplo. E, tal como o compatriota da Yamaha, se conseguir melhorar a pior qualificação do ano assinada na última jornada na Catalunha (12º) deverá ser claramente uma força a ter em linha de conta ao longo das 26 voltas da corrida que em Assen, como é tradição, se disputa ao sábado.

Enquanto isso, Dovizioso vai dar tudo para acabar de vez com o momento de menos sorte por que está a passar após as duas desistências consecutivas de Mugello e Barcelona, e nada seria melhor que a repetição do segundo posto do ano passado para regressar à luta pelas melhores posições da classificação geral e iniciar a recuperação da terceira posição perdida na Catalunha.

Quem tem muito que fazer e que recuperar é Marc Márquez. O piloto da Repsol Honda está a ter a uma defesa do título muito difícil e depois do terceiro nulo do ano em casa – o segundo consecutivo – a revalidação pode mesmo ter ficado definitivamente afastada. O catalão ainda não se encontrou com a RC213V de 2015. Aliás, no teste pós-GP da Catalunha Márquez chegou a rodar com o quadro do ano passado com motor e braço oscilante deste ano, uma solução que agradou ao piloto e que pode muito bem ser a solução para os problemas que tem sentido. Depois de apenas uma vitória esta época e de dois pódios, todas as soluções são válidas para o vencedor do ano passado em Assen voltar aos lugares cimeiros.

Já o seu colega de equipa Dani Pedrosa parece estar definitivamente recuperado da operação ao síndroma compartimental. O espanhol foi terceiro em casa há duas semanas e pode mesmo vir a revelar-se como mais obstáculo para o próprio Márquez.

Enquanto isso, na luta entre os pilotos satélite, que é também a luta pela melhor posição entre os britânicos, Bradley Smith leva vantagem. O jovem da Monster Yamaha Tech3 beneficiou largamente das três desistências consecutivas de Cal Crutchlow para ascender ao sexto posto da geral, a apenas um ponto do Campeão do Mundo, e tudo indica que vai continuar a ser uma força de monta. Já o homem da CWM LCR Honda tem clara tarefa em mãos: colocar ponto final na sequência de nulos e reatar a animada contenda entre ambos. 

Quem também deverá reclamar algumas atenções é a Suzuki Ecstar. Aleix Espargaró e o estreante Maverick Viñales surpreenderam na Catalunha ao conquistarem a primeira dobradinha da marca na qualificação desde 1993 e têm mostrado grandes melhorias desde o início do ano, pelo que podem voltar a surpreender e, com isso, baralhar um pouco as contas.

Entretanto, na Open, Héctor Barberá (Avintia Racing) e Loris Baz (Athinà Forward Racing) prometem dar continuidade ao interessante duelo que têm levado a cabo.

Veja o programa completo do Motul TT Assen.

Tags:
MotoGP, 2015, MOTUL TT ASSEN

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