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Entrevista Rabat: “Apesar da lesão, não vou desistir”

Entrevista Rabat: “Apesar da lesão, não vou desistir”

O Campeão do Mundo de Moto2™ Tito Rabat reflecte sobe a época até ao momento e comenta planos para paragem de Verão.

O Campeão do Mundo de Moto2™ deixou o GP da Alemanha sem os pontos que merecia na sequência do incidente da última curva. Contudo, o esforço e perseverança que o piloto do Team Estrella Galicia 0,0 Marc VDS mostrou reflectem bem a motivação e desejo que tem para ultrapassara as adversidades:

Antes mais, diz-nos onde vais buscar as forças para recuperar em apenas alguns dias depois de operação à clavícula…
“Sinto-me muito bem, a operação correu na perfeição e os médicos fizeram um grande trabalho, pelo que vim para esta última corrida antes da paragem de Verão em boa forma. Apesar da lesão, não vou desistir. Sou segundo no campeonato e vou lutar arduamente em todas as corridas. A força está lá para começar; penso que o que me mantém motivado é o desejo e entusiasmo que tenho por fazer aquilo de que verdadeiramente gosto, e isso dá-me motivação extra para enfrentar algumas situações difíceis. Mas não chega ser forte, também há que ser rápido, pelo que é importante recuperar a confiança e as sensações com a moto para poder rodar na frente.”

Tiveste um início de época difícil, mas a partir de Jerez voltaste a estar em bom plano. O que levou a esta mudança?
“A pressão do início de época enquanto Campeão do Mundo e rodar com o número 1 afectaram-me mais do que esperava. As pessoas assumem como garantido que vais voltar a ganhar corridas, mas nesta categoria é muito duro. Talvez tenha perdido o rumo no início da época, mas depois disse a mim mesmo ‘Se terminas em sétimo, isto é o Campeonato do Mundo de Moto2, não é fácil e não importa.’ Assim que parecei de me preocupar com o meu resultado final e me concentrei apenas em sentir-me confortável com a moto comecei a sentir menos pressão e consegui voltar a desfrutar. Penso que mesmo com o número 1 na moto podemos ter problemas – e o que tens de fazer é concentrar-te em resolver os problemas e esquecer o que todos os outros estão a fazer. Creio que é a forma de seguir em frente.”

Como avalias a prestação do tens colegas de equipa na Estrella Galicia 0,0 Marc VDS, Jorge Navarro e Fabio Quartararo, no ano de estreia no Campeonato do Mundo?
“Creio que estão a levar a cabo um ano fantástico para primeiro. Estão a dar-se muito bem e não se lhes pode pedir mais; o Fabio [Quartararo] já tem duas poles, liderou corridas, lutou pelo pódio – e é preciso ter em conta que tem rivais experientes na classe e que estão a lutar com eles.”

Dás-lhes algum conselho?
“Sim, tenho mais contacto com o Jorge [Navarro] porque estávamos na mesma estrutura no ano passado – ele na Moto3 e eu na Moto2 – pelo que sempre que nos encontramos discutimos algumas coisas sobre os circuitos em que estamos. Com o Fabio [Quartararo] também falo sobre treinos e corrida. Apesar da classe de Moto2 é muito diferente da Moto3 e não os posso aconselhar muito, é sempre bom falar de como as coisas correram num Grande Prémio. E quando as coisas foram mais complicadas gosto de os encorajar.”

Dos Grandes Prémios que já disputaste, qual foi o mais duro para ti?
“De momento, o Grande Prémio da Alemanha porque foi logo após a operação à minha lesão na clavícula e, é claro, não cheguei em tão boa forma como queria para uma pista tão exigente em termos físicos.”

De qual gostaste mais?
“Sem dúvidas, de Mugello. Foi no GP de Itália que finalmente conseguimos a vitória e desfrutámos ao longo de todo o fim‑de‑semana. Senti-me bem com a moto e foi um Grande Prémio muito bom.”

Agora temos três semanas de paragem. Quais são os teus planos?
“Primeiro tenho de marcar presença num evento com os patrocinadores, depois tenho de ir ao hospital para verificar a recuperação da lesão, depois, acima de tudo, quero aproveitar para descansar. Vou tentar ir à praia uns dias para descontrair, relaxar e recarregar as baterias com energia positiva; estou certo que isso me vai ajudar a recuperar totalmente.”

Preferes ficar em Espanha, ou ir para algum sítio exótico?
“No Inverno gosto de ir para as Caraíbas, ou algum lugar exótico, mas no Verão prefiro ficar em Espanha porque temos praias muito boas. Almería, por exemplo, tem praias fantásticas, onde posso descontrair e também passar algum tempo em boa companhia, pelo que não me ocorre um local melhor para passar uns dias.”

Quanto a comida, também descontrais um pouco a dieta?
“Por causa da minha compleição física e da categoria em que estou a competir, onde o peso não é tão importante como na categoria mais baixo, não tenho uma dieta especial. Comer de forma saudável já é um hábito após anos de competição e com a quantidade de desporto que pratico não preciso de me privar de coisas. Se um dia, por exemplo, quiser gelado, não há problema – mas só como quando realmente quero. Ter cuidado com a alimentação faz parte do meu estilo de vida e não me custa nada.”

O que seria um bom dia de Verão para ti?
“Gosto de me levantar cedo, bem descansado, e ver o nascer do sol na praia. Isso é algo muito agradável. Depois gosto de um bom exercício de moto num circuito, enquanto as temperaturas ainda estão frescas, depois pescar de tarde, passar a noite com amigos e terminar a noite em boa companhia. Há muitas coisas que gosto de fazer no Verão e que tornam o dia especial.”

Tags:
Moto2, 2015, Tito Rabat, EG 0,0 Marc VDS

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