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Entrevista Márquez: “Começámos nova viagem”

Entrevista Márquez: “Começámos nova viagem”

A meio da época de estreia no Campeonato de Moto2™, Álex Márquez olha para o que já conseguiu.

Num período de adaptação a uma nova classe, o Campeão do Mundo de Moto3™ Álex Márquez analisa a primeira metade da época de 2015. Consciente dos pontos fortes e fracos, o piloto da Estrella Galicia 0,0 Marc VDS está mais entusiasmado que nunca em relação às próximas corridas.

Com o GP da Alemanha já atrás de ti, chegaste a meio da época. Como avalias o teu progresso na Moto2™?
“De início foi difícil, mas no geral é positivo. A Moto2 é uma nova categoria pra mim e, depois de me ter sagrado Campeão do Mundo de Moto3™ com o Team Estrella Galicia 0,0, começámos nova viagem e estamos a trabalhar arduamente para tentarmos tirar os aspectos positivos das situações difíceis. O mais importante é ter paciência. A Moto2 é uma categoria difícil na qual estar a um segundo do ritmo significa que te qualificas em 20º da grelha para a corrida. Esta diferença na Moto3 não é tão preocupante porque no final podes poupar-te com o cone de ar, mas na Moto2, ou trabalhas bem nos treinos, ou tens muitas dificuldades para ganhar posições. Nesta categoria é tudo muito renhido e são os pequenos detalhes que te fazem ganhar os milésimos de segundo que precisas para lutares no grupo da frente.”

Quais são esses detalhes?
“Acima de tudo a afinação, por exemplo, quando chegamos a um novo circuito; ajuda-nos muito ter algumas referências. Também tens de tentar rodar no pico da prestação em todas os treinos. Uma má qualificação deixa-te muito atrás na grelha e depois na corrida – por mais que trabalhes no Warm Up – é muito complicado melhorares os tempos. Tens de começar a trabalhar, mentalmente, desde quarta-feira quando chegas ao circuito para estares concentrado quando vais para a primeira sessão de treinos.”

O que foi mais difícil?
“O mais difícil foi ajustar-me à diferença de peso, não tanto à diferença de potência, porque ter mais peso significa que tens de antecipar todas as manobras que tens de fazer. Por exemplo, as mudanças de direcção com uma Moto3 podem ser feitas 20 metros mais tarde, enquanto numa Moto2 não farias a curva assim. Recordo-me de Assen, um circuito com mudanças de direcção muito rápidas em curvas rápidas e fluídas – foi muito trabalhoso.”

Qual dos GPs guardas melhores memórias até ao momento?
“Em Mugello estivemos muito bem, mas diria o GP da Catalunha. Foi o fim‑de‑semana em que me senti mais confortável com a moto e estou certo que se não tivesse sido tocado na corrida podia ter obtido um resultado melhor. O nosso ritmo era o mesmo dos da frente.”

Qual foi o mais duro?
“O GP das Américas, em Austin, porque desde o início do ano uma das coisas mais complicadas para mim são as travagens fortes, usar a embraiagem e parar a moto. Entrar na curva a derrapar é muito bonito, mas pouco eficiente. Não me conseguia preparar para a saída. A entrada era muito rápida e espectacular, mas perdi muito tempo dessa forma. Austin, que é um traçado de travagens fortes, foi complicado esta época. Quando chegámos a outros circuitos com travagens fortes vi que era algo em que tinha muito por onde melhorar. Agora já o conseguimos, com alguns ajustes de embraiagem e alterando o meu estilo de pilotagem.”

Em que circuito te sentiste mais confortável com a Moto2™?
“Senti-me muito confortável em Assen, desde o início. Estive entre quinto e décimo desde o início, o que tornou as coisas mais divertidas e gostei de rodar na moto. Se estás na frente em pista sentes-te sempre mais confortável.”

Dos GPs ainda pela frente, qual te deixa mais entusiasmado?
“As duas rondas em Espanha, claro. No Motorland Aragón e em Valência há uma grande atmosfera e fãs que me motivam muito, além de sempre ter rodado bem nessas pistas. Indianápolis, Brno e Silverstone são circuitos onde também estive bem no passado.”

Quais são os teus planos para as férias?
“Uma semana para descansar e passar o tempo com os amigos. Nas outras duas semanas vou continuar com o meu plano de treino para estar forte antes do próximo GP em Indianápolis.”

Gostas mais do mar, ou da montanha?
“Este ano vou fazer um pouco de tudo. Montanhas primeiro, depois um pouco de tempo na praia.”

Como é o dia de Verão perfeito para ti?
“Gosto de me levantar cedo, desfrutar da frescura da manhã, fazer ciclismo e depois descansar um pouco, comer e de tarde ir beber um copo com os amigos. Depois carregar a moto num atrelado e fazer um pouco de pista de terra de noite, que é quando é melhor. Depois disso, estar com os amigos e improvisar um pouco!”

Preferes ficar em Espanha, ou ir para um local exótico?
“Como viajamos muito durante todo o ano, prefiro ir para locais que não impliquem mais de duas horas de viagem. E na paragem de Inverno desloco-me ainda menos, com o frio. Após o final da época quero ficar em casa.”

Tags:
Moto2, 2015, Alex Marquez, EG 0,0 Marc VDS

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