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Lorenzo ao ataque de Rossi em Motegi

Lorenzo ao ataque de Rossi em Motegi

Jorge Lorenzo vai para o Motul Grande Prémio do Japão a apenas 14 pontos de Valentino Rossi na luta pelo ceptro de 2015.

A época de 2015 do Campeonato do Mundo de MotoGP™ está absolutamente ao rubro e tudo indica que até ao lavar dos cestos serás vindima. O italiano da Movistar Yamaha MotoGP lidera a geral desde o primeiro GP do ano no Qatar e ainda não ficou fora do pódio esta época, contudo o colega de equipa espanhol não dá tréguas.

Com a sexta vitória conquistada há pouco mais de uma semana, em Aragão, Lorenzo recuperou alguns dos 23 pontos que perdeu nas rondas de Misano e Silverstone, onde as condições de chuva o afectaram de forma significativa e o fizeram perder a liderança conjunta da geral com Rossi, com quem esteve empatado após Brno.

Agora, com quatro corridas ainda por disputar e com 100 pontos em jogo, os dois prometem animados duelos até ao final do ano e se em corrida tanto Rossi, como Lorenzo já deram inúmeras provas das suas capacidades, o italiano tem ainda de encontrar forma de melhorar a prestação nos treinos e qualificação para conseguir ir para a corrida de domingo numa posição mais forte. 

Esse tem sido o calcanhar de Aquiles de Rossi, que tem perdido tempo precioso a recuperar terreno no início das corridas para ir atrás do colega de equipa, mas é também verdade que em todos os momentos em que teve necessidade de se destacar, “The Doctor” conseguiu sempre tirar um coelho da cartola e surpreender tudo e todos com prestações brilhantes e dominadores. A ver o que nos espera em Motegi, principalmente depois de Lorenzo se ter lesionado no ombro em acidente de mini-moto.

Enquanto isso, o bi-Campeão do Mundo Marc Márquez parece estar totalmente fora da corrida. É certo que o piloto da Repsol Honda ainda tem possibilidades matemáticas de chegar ao ceptro, mas a época negra que tem levado a cabo não deixa margem para grandes esperanças. Junte-se a isso nova fractura num dedo da mão esquerda e fica claro que Márquez está numa situação muito complicada. Contudo, isso não quer dizer que não lute pelo melhor resultado possível e que não tenha importante palavra a dizer.

Pelo contrário, sem nada a perder e com potencial para somar importantes pontos em todas as corridas que há ainda pela frente, Márquez pode ser determinante no desfecho da época, já que os pontos que roubar a um dos pilotos da Yamaha acabam por beneficiar o outro.

Situação semelhante é a de Dani Pedrosa. Há muito fora da corrida ao ceptro, o pequeno espanhol tem-se, contudo, mostrado forte nas últimas jornadas e em Aragão, fruto da excelente luta que ofereceu a Rossi para terminar na segunda posição, até se pode dizer que mais parecia ser ele o colega de equipa de Lorenzo. 

Quem também irá para Motegi de olhos postos num bom resultado é Andrea Iannone. O piloto é o melhor representante da Ducati Team, ocupando o quarto lugar da geral e os meros 12 pontos que o separam do terceiro lugar de Márquez serão certamente fonte de grande motivação para regressar ao pódio e com isso tentar superar o espanhol. Um desfecho que até é bem possível de vir a acontecer; não só Motegi foi palco de quatro vitórias da marca italiana, como Iannone soma dois triunfos na pista nas categorias mais baixas e este ano também já terminou entre os três primeiros.

Enquanto isso, a Suzuki regressa à pista onde assinou as duas primeiras vitórias em Grandes Prémios, em 1999 e 2000, mas desde a introdução do MotoGP™ o melhor resultado da marca foi o quinto lugar de John Hopkins em 2002. Este ano Tanto Aleix Espargaró, como Maverick Viñales já deram boas mostras do potencial da GSX-RR do Team Suzuki Ecstar com vários resultados nos dez primeiros, nomeadamente com um sexto lugar cada um, pelo que não seria uma enorme surpresa ver um dos espanhóis igualar esse quinto posto de há 13 anos.

Quanto aos pilotos satélite, Bradley Smith (Monster Yamaha Tech3) lidera a lista com o quinto posto da geral e 40 pontos de margem sobre Danilo Petrucci (Octo Pramac Racing), o segundo melhor entre os privados, isto enquanto Cal Crutchlow (LCR Honda) e o colega de equipa de Smith, Pol Espargaró, estão empatados a 88 pontos, menos 55 que o britânico.

Já no que toca à Open, Loris Baz, da Forward Racing, é o líder da classificação com 28 pontos, mais cinco com Héctor Barberá (Avintia Racing Ducati) e com Jack Miller (LCR Honda) em terceiro, com 16 pontos no total.

Fora da corrida por lesão ficará Karel Abraham, da AB Motoracing, que será substituído por Kousuke Akiyoshi. Takumi Takahashi (Team HRC) e Katsuyuki Nakasuga (Yamalube Racing Team Yamaha) vão engrossar a grelha de partida como wildcards.

Tags:
MotoGP, 2015, MOTUL GRAND PRIX OF JAPAN

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