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A história da carreira de Danny Kent

A história da carreira de Danny Kent

A Grã-Bretanha conquistou o primeiro Campeonato do Mundo desde Barry Sheene em 1977, graças a um rapaz de Chippenham.

Tal como muitos jovens pilotos britânicos, Danny Kent começou o seu percurso nas mini-motas no Reino Unido, antes de ingressar no Campeonato Aprilia Superteen. Pelo Campeonato Superteen passaram muitos pilotos, como Casey Stoner, Cal Curtchlow e Bradley Smith. Depois de ter atingido o sucesso em ‘casa’, Kent começou a correr no Campeonato espanhol 125 GP, tendo terminado em nono na classificação geral em 2008.

A Red Bull Rokkies Cup foi uma rampa de lançamento para a carreira de Danny Kent; em 2010, o jovem talento de Chippenham impressionou ao ganhar a primeira e a última corrida da época. Na temporada de 10 corridas alcançou cinco outros pódios e, no final, ficou no segundo lugar do campeonato, a apenas seis pontos do vencedor.

A sua prestação não passou despercebida e no mesmo ano foi pela primeira vez chamado para o Campeonato do Mundo. No seu Grande Prémio caseiro, em Silverstone, surgiu pela primeira vez como wildcard, aos comandos de uma Honda RS125R, mas infelizmente foi forçado a desistir. Nas últimas cinco rondas da temporada foi chamado pela equipa Lambretta Reparto Corse para substituir Isaac Viñales, assinado o melhor resultado com um 21º lugar.

Em 2011, quando pela primeira vez correu todo o Campeonato do Mundo, a aventura começou com a equipa Red Bull Ajo Motorsport, aos comandos de uma Aprilia RSA 125. Jonas Folger foi o companheiro de equipa de Kent nesse ano; o alemão corria com uma Aprilia de fábrica, mas apenas da diferença nas máquinas, Kent conseguiu obter resultados idênticos e competitivos. O seu melhor resultado do ano foi um quarto lugar no Grande Prémio de Espanha, terminando a temporada de estreia em 11º na classificação geral.

No ano seguinte, as regras da categoria mudaram e surgiu a nova classe Moto3™. Kent continuou com a equipa Ajo e adaptou-se bem às mudanças na mota, com o primeiro pódio a surgir na Holanda. Mas, a melhor corrida do ano foi a de Motegi, onde Kent venceu pela primeira vez na carreira. Uma vitória em Valência na corrida do ano passado permitiu-lhe chegar ao quarto lugar do campeonato, com 154 pontos.

Estes resultados promissores levaram à mudança para a categoria de Moto2™ em 2013, com a equipa Tech3. Contudo, a mudança foi difícil e Kent lutou para tornar a Mistral 610 competitiva, tendo regressado depois ao Campeonato do Mundo de Moto3™ e à equipa Ajo, agora aos comandos de uma Husqvarna.

No regresso à categoria mais baixa, Kent arrecadou a pole no Grande Prémio do Japão, depois dos pódios de Brno e Aragão. Uma vez mais Kent terminou o ano no Top 10 da classificação geral. Em 2015 aceitou o desafio de correr com a recém formada equipa da Leopard Racing Team numa máquina Honda Moto3™ e a escolha provou ser excelente. Na primeira metade da temporada Kent teve cinco vitórias, dominando muitas vezes as corridas por grandes margens e batendo sucessivos recordes.

A sorte de Kent parecia ter mudado depois da pausa de Verão, com as condições únicas de Indianapolis e a segunda partida na corrida de Brno a permitir que os adversários do britânico reduzissem de forma significativa a vantagem de Kent na liderança do campeonato. Enea Bastiaini surgiu como o principal adversário de Kent na corrida ao título de 2015, depois da vitória caseira em Misano. Mas, os dois acabaram por cair em Aragão, aumentando a diferença para 55 pontos. Kent chegou a Motegi com a primeira possibilidade de chegar ao ceptro, mas as complicadas condições climatéricas obrigaram o britânico a jogar pelo seguro. Contudo, em Phillip Island foi o desastre, com Kent a cair e Oliveira a ganhar; em Sepang as coisas não foram muito melhores. Com um 9º lugar em Valência, Kent tornou-se no primeiro Campeão do Mundo britânico desde Barry Sheene em 1977.

Tags:
Moto3, 2015, Danny Kent, Leopard Racing

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