Alex Rins (Monster Energy Yamaha MotoGP) confirmou que 2026 será sua última temporada com a Yamaha de fábrica na MotoGP. A decisão foi comunicada recentemente ao piloto, que falou de forma aberta sobre como recebeu a notícia.
“Há 11 dias, liguei para o Massimo Meregalli, uma conversa normal. Tenho uma relação muito boa com ele. Perguntei direto se havia alguma novidade, e ele não disse nada. Então insisti. Ele respondeu que não deveria falar, mas que me contaria por conta da nossa relação. Disse: ‘não diga nada por enquanto, mas já assinamos com o segundo piloto’.”
Rins não escondeu o impacto da notícia, ainda que tenha mantido um tom equilibrado.
“Não estou em um momento muito bom por causa disso. Quando eu estava na LCR, me sentia muito bem, e a Yamaha apareceu com uma proposta. Fui porque achei que poderíamos fazer grandes coisas juntos. Desde que subi na moto de quatro cilindros em linha, tenho tido dificuldades, essa é a realidade. Mas quando começaram a falar do projeto com o V4, voltei a me animar porque vi novas oportunidades.”
“Quando testei a moto, ela ainda tem limitações, como todos podem ver, mas me senti um pouco melhor do que com a anterior. A equipe tomou uma decisão, e eu preciso respeitar. Vou dar 100%. Sou o mesmo Alex que venceu com Suzuki e Honda, e ainda temos 18 corridas pela frente. Vamos com tudo.”
O espanhol reforçou o compromisso com o projeto até o fim da parceria e garantiu que seguirá totalmente focado. Sobre o futuro, admitiu que ainda não tem definição, mas deixou claro que pretende permanecer na MotoGP. Questionado sobre uma possível ida ao WorldSBK, respondeu: “Sinto que preciso continuar aqui. Ainda tenho muito potencial neste campeonato.”
Outro ponto que chamou atenção foi a revelação de que a Yamaha já assinou com um “segundo piloto”, o que indica que o primeiro nome também já está definido. Especulações apontam Jorge Martín como o principal nome e Ai Ogura como possível segunda escolha. Por enquanto, nada oficial. As confirmações devem vir apenas com os anúncios das equipes, já que poucos pilotos têm contrato definido para 2027 até o momento.