Enea Bastianini tinha 3 anos e 3 meses quando subiu numa moto pela primeira vez. Não por acaso, escolheu o #33 como número para acompanhá-lo enquanto “engatinhava em duas rodas”, até quando corria como gente grande. Desde cedo, a história parecia seguir um roteiro acelerado.A estreia de destaque veio na Red Bull Rookies Cup, em 2013, com duas vitórias. No mesmo ano, entrou no radar do Mundial pelas mãos de Fausto Gresini - que sempre acreditou no talento jovem - e, assim que atingiu a idade mínima, desembarcou oficialmente na Moto3™ em 2014. Logo de cara, três pódios. Em 2015, já de Honda, terminou o campeonato em terceiro, com seis pódios e sua primeira vitória. Em 2016, repetiu os números: seis pódios, uma vitória e o vice-campeonato.Depois da fase com Gresini, 2017 marcou a passagem pela Estrella Galicia 0,0. Foi um ano de crescimento progressivo, com três pódios nas últimas sete corridas. Em 2018, na Leopard Racing, conquistou mais uma vitória e cinco pódios, fechando o Mundial na quarta posição. A mudança para a Moto2™ veio em 2019, com a Italtrans Racing Team. A evolução foi rápida. No ano de estreia, já mostrou potencial com um pódio em Brno, apesar de uma lesão que o afastou da disputa pelo prêmio de Rookie do Ano.
Mas 2020 foi o ano da afirmação definitiva. Depois de um pódio no Catar, voltou da pausa como quem tinha pressa: vitórias na Andaluzia, em Brno e na Emilia-Romanha, além de mais quatro pódios. O título da Moto2™ veio em Portimão, na etapa final. Passaporte carimbado para a MotoGP™ com a Ducati, pela Esponsorama Racing. A estreia na classe rainha, em 2021, foi sólida. O #33 já pertencia a Brad Binder. Bastianini escolheu o #23. Dois pódios e disputa pelo Rookie do Ano até a última corrida, embora o troféu tenha ficado com Jorge Martín.Então veio 2022, e “La Bestia” mostrou as garras. Quatro vitórias: Catar, Austin, Le Mans e um duelo memorável contra Francesco Bagnaia em Aragón, decidido na última volta. Resultado: terceiro lugar no campeonato e status elevado no paddock. O desempenho abriu as portas da equipe oficial Ducati em 2023. Mas o ano começou difícil. Lesão no ombro logo na etapa inaugural, em Portimão, novo revés na Catalunha… a temporada nunca engrenou como esperado. A redenção parcial veio na Malásia, com uma vitória consistente e marcante.
Em 2024, Bastianini viveu sua temporada mais completa na MotoGP™ até então: nove pódios, duas vitórias e quarto lugar no campeonato, brigando pelo título durante boa parte do ano. Regularidade e competitividade. O capítulo seguinte começou em 2025, com a ida para a Red Bull KTM Tech3. Ano de adaptação, resultados irregulares e um único pódio, conquistado na Catalunha com terceiro lugar no domingo. Para 2026, La Bestia segue com a KTM Tech3, em busca de consistência e de um novo salto dentro da categoria. A Fera está solta, cuidado com as garras.