Se existe um piloto que transformou sábado em território próprio na MotoGP™, esse piloto é Jorge Martín. O rei da pole. O homem que parece ter pacto com a volta rápida. A trajetória começou na Red Bull Rookies Cup em 2012. Em 2013 foi vice-campeão, atrás de Karel Hanika, e em 2014 conquistou o título. O passo seguinte foi a Moto3™ com a Mapfre Mahindra Aspar. A velocidade estava lá, mas a regularidade ainda precisava amadurecer. Em 2016, apenas um pódio, em Brno. Era um talento evidente, mas ainda em construção. Em 2017, com a Del Conca Gresini Racing, algo mudou. Nove poles, nove pódios e vitória em Valencia na última corrida do ano. Era um aviso claro. Em 2018, confirmou tudo. Sete vitórias, três outros pódios e o título mundial da Moto3™, superando Marco Bezzecchi. A Moto2™ veio com a Red Bull KTM Ajo. Em 2019 terminou forte, com pódios no Japão e na Austrália. Em 2020, consolidou-se com seis pódios, incluindo vitórias na Áustria e em Valência. Um teste positivo para COVID-19 o tirou de várias corridas e comprometeu a briga pelo título, mas o quinto lugar final já mostrava o nível alcançado.
A estreia na MotoGP™ aconteceu em 2021 com a Pramac Ducati. E foi impactante. Vitória, pódios logo nas primeiras corridas e poles em sequência. A queda brutal em Portimão, com oito fraturas, poderia ter mudado tudo. Ficou fora por quatro etapas. Voltou vencendo na Estíria e subindo ao pódio na semana seguinte na Áustria. Terminou o ano com vitória, três outros pódios, quatro poles e o título de Rookie do Ano. Em 2022, manteve o domínio nas classificações. Cinco poles e ritmo explosivo. Faltaram vitórias e uma vaga oficial na Ducati, que acabou indo para Enea Bastianini. Aquilo virou combustível. E 2023 foi o ano da resposta. Quatro vitórias em Grandes Prêmios, nove triunfos nas Sprints e uma disputa intensa pelo título com Francesco Bagnaia até a última etapa. Não levou a coroa, mas deixou claro que estava pronto. Em 2024, assumiu o papel de favorito e entregou. Três vitórias em GPs, sete triunfos nas Sprints e o título mundial decidido na última corrida. Fez história ao se tornar o primeiro piloto de uma equipe independente a conquistar o campeonato da MotoGP™.
Em 2025, já com a Aprilia oficial após a Ducati optar por Marc Márquez para o time de fábrica, o início foi turbulento. Uma lesão na pré-temporada atrasou a adaptação. Voltou no Catar, mas uma queda o afastou novamente por sete etapas. O melhor resultado veio no GP da Hungria, antes de outro revés com lesão na clavícula no Sprint do Japão. Retornou para a última rodada e os testes de Valencia, fechando um primeiro ano complicado com a marca de Noale. Agora, 2026 representa recomeço. Já foram tantos nos últimos anos que hoje apenas carimbam e referenciam o Martinator como incansável, exatamente como o Exterminador de Schwarzenegger. Jorge Martín é intensidade pura. Quando encaixa classificação e ritmo de corrida, é difícil acompanhar. Já provou que sabe vencer sob pressão, já mostrou que sabe se reinventar após quedas e já escreveu seu nome na história. O rei da pole não perdeu a coroa da velocidade. A questão agora é se ele vai reconquistar também o trono da regularidade.