TALKING POINTS: “Sou eu que estou em falta, não a moto”

Saiba sobre as principais declarações após a passagem da MotoGP por Austin

Não faltaram assuntos após a mais recente passagem da MotoGP por Austin e pelo Circuit of The Americas. Um novo rei de COTA foi coroado graças à performance recorde de Marco Bezzecchi, enquanto seu companheiro de equipe na Aprilia Racing, Jorge Martin, protagonizou momentos heroicos em uma Tissot Sprint cheia de drama.

Agora, vamos saber o que disseram os destaques do GP dos Estados Unidos antes de uma breve pausa rumo a Jerez, no fim de abril.

“É algo que você nunca espera” - Bezzecchi

Cinco vitórias seguidas. E ainda mais, 121 voltas consecutivas na liderança, um novo recorde. Bezzecchi vive um momento imparável aos domingos, algo que nem o próprio líder do campeonato consegue explicar.

“É difícil explicar. Não sei como descrever minhas emoções, porque obviamente é algo que você nunca espera. Eu trabalho muito duro, como todos os pilotos da MotoGP, para tentar alcançar esse tipo de resultado, mas no fim você nunca espera fazer algo assim. Então estou muito, muito feliz, mas como sempre digo, pés no chão. Vamos continuar trabalhando porque, no fim, são apenas números e eu quero continuar assim.”

“Estou aproveitando muito este momento” - Martin

E do outro lado do box de Noale, é ótimo ver o campeão mundial de 2024 novamente na briga por vitórias. Jorge Martin conquistou sua primeira vitória em Sprint desde 2024 em Austin e ainda garantiu um P2 no domingo, chegando ao seu GP em casa como vice-líder do campeonato.

“Sou muito grato. Sei o que é passar por um momento difícil, então estou muito, muito feliz. Estou aproveitando muito este momento. Realmente presente, vivendo o agora, porque nunca sabemos o que pode acontecer depois. Estou muito feliz com minha performance. Tentei levar o Marco ao limite. Acho que interpretei um pouco mal a situação da corrida, porque pensei que o melhor seria ficar atrás do Pedro e do Marco, mas acabei aquecendo demais o pneu dianteiro e não consegui fazer mais nada. Mesmo assim, tentei pressionar o Marco até o fim, mas ele estava muito rápido. Está em um nível incrível. Tentei nunca desistir, como sempre.”

“Destruí a moto no warm up” - Acosta

Depois de uma forte queda no Warm Up, Pedro Acosta respondeu à altura na corrida e conquistou um pódio nos Estados Unidos, após um fim de semana mais complicado no Brasil.

“Estou super feliz. Só quero agradecer à KTM porque, no fim, destruí a moto no warm up. Todo o pessoal da fábrica veio para o meu box para tentar reparar a moto e termos uma reserva. Sou muito grato por isso. Por outro lado, estou muito feliz por voltar ao pódio depois da penalização de ontem. Tudo está caminhando bem. Disse no início da temporada que queria estar sempre no top 5, e parece que estamos conseguindo lutar pelo pódio com frequência. Temos que estar felizes com isso.”

“Sou eu que estou em falta, não a moto” - Marc Marquez

Não foi o fim de semana que o atual campeão esperava em um circuito onde costuma dominar. O Formiga Atômica explicou onde estão suas maiores dificuldades neste início de temporada, após recuperar até P5 no domingo, mesmo com uma Long Lap penalty.

“Sou eu que estou em falta, não a moto. Nas primeiras voltas, com pneus novos, a moto fica mais agressiva e no momento eu não consigo pilotar assim. Preciso entender melhor como melhorar as primeiras voltas. Não me sinto bem na moto. Depois parece que me adapto a uma posição que não é natural e simplesmente vou pilotando. Ainda sou rápido, mas não consigo fazer a diferença.”

Marquez continuou: “Não estamos piores, os outros é que estão melhores”

O espanhol também comentou o nível atual da Ducati e dos rivais, especialmente a Aprilia, na temporada 2026.

“Acho que não estamos piores do que no ano passado, mas os outros estão melhores. Precisamos encontrar uma forma de dar um passo à frente. E não é só a moto, também são os pilotos. Bezzecchi e Martin, especialmente o Bezzecchi, estão em grande forma. É sempre uma consequência. Quando você se sente bem com a moto, entrega mais, pilota melhor e é mais rápido. Dito isso, é verdade que agora não estou ajudando a moto. Acho que posso fazer mais.”

“Feliz, mas não totalmente…” - Razgatlioglu

Primeiro ponto na MotoGP em apenas 3 etapas? Sem dúvida bom sinal para o talentoso turco. Mas um P15 está longe do que Toprak Razgatlioglu e a Yamaha esperam.

“Estou feliz, mas não totalmente. Fizemos um bom trabalho, mas 25 segundos de diferença não é bom. Precisamos melhorar. Na corrida, tentei dar o meu máximo, como sempre. No início, tentei ultrapassar o Fabio, mas na curva 12 ele é muito forte. A forma como a moto dele freia é impressionante. A minha frente travava sempre. Não consegui frear mais tarde porque a moto não parava. No fim, o pneu dele também caiu e consegui ultrapassar em outro ponto, tentando manter meu ritmo.”

“No warm up comecei a me sentir pior” - Bagnaia

Um segundo lugar no sábado parecia ter reacendido o brilho do bicampeão mundial, mas o domingo não teve o mesmo desfecho para o também vencedor de COTA - em 2025 - Pecco Bagnaia.

“Eu estava fora de tudo. Já no warm up senti piora em relação a ontem. A moto parecia mais pesada e com pouca aderência. Na corrida, o grip traseiro estava menor. Depois de algumas voltas, decidi ir com mais calma. Vi que o Diggia tentava alcançar o grupo da frente, mas preferi esperar. Cheguei nele sem forçar, mas mesmo assim desgastei completamente o pneu traseiro. Após oito voltas, a queda de rendimento foi grande e nas últimas voltas eu estava totalmente no limite, correndo risco de cair. Foi muito difícil. Foi parecido com Tailândia e Goiânia. Evoluímos bem ao longo do fim de semana, mas nas corridas de domingo tenho sofrido muito. Não consigo forçar como gostaria, apenas sobreviver. E mesmo assim destruo o pneu traseiro. Precisamos entender o que fazer.”

“Foi a primeira vez que igualei o ritmo do vencedor” - Ogura

Foi um domingo que tinha contornos de sucesso e supresa, porém encerrou-se frustrante para Ai Ogura e a Trackhouse no GP em casa da equipe. O japonês estava a caminho de um pódio inédito na MotoGP até um problema técnico interromper sua corrida.

“Se você olhar o resultado, o Pedro terminou mais de quatro segundos atrás do Bez, então nosso ritmo era suficiente para um pódio. Estou ganhando muito tempo nas frenagens. Hoje o grip estava menor que ontem, o que me ajudou bastante. Esse foi o ponto principal. Foi provavelmente a primeira vez que igualei o ritmo do vencedor. Acho que foi minha melhor performance.”

 

“Ai Ogura é um piloto incrível” - Di Giannantonio

Ogura ultrapassou Diggia pouco antes do abandono, e o italiano não poupou elogios.

“Ai é um piloto incrível. Sou fã dele. A forma como pilota é impressionante. Já fazia coisas incríveis na Moto2 e acho que é um piloto muito forte. Hoje também, quando me ultrapassou, estava girando em 2’02.0, o que era um tempo absurdo naquele momento. Fiquei muito impressionado de forma positiva.”

Di Giannantonio continuou: “Eu simplesmente não conseguia parar a moto como eles”

O pole position não conseguiu ir ao pódio no domingo, mas o P4, novamente como melhor Ducati, mostrou evolução.

“Nosso traseiro é muito bom, mas usamos demais para tudo. Se você não cuida dele, perde a frente e não consegue continuar forçando. Nos últimos anos fomos muito fortes controlando o pneu traseiro, mas agora que os outros melhoraram a frente, isso já não basta. Precisamos melhorar muito a frenagem e a entrada de curva. Hoje, atrás das Aprilia e do Pedro, eu simplesmente não conseguia parar a moto como eles. Você pode gerenciar os pneus, mas se não consegue frear no mesmo nível, fica para trás.”

Próxima parada: Jerez. A fase europeia começa com um verdadeiro clássico.

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