O show tem que continuar! Após um fim de semana histórico em Austin, Bezzecchi e a Aprilia Racing chegam à Espanha liderando a MotoGP em grande estilo. São cinco vitórias consecutivas, 121 voltas seguidas na liderança e uma sequência dominante. Pelo menos aos domingos, a dupla italiana tem sido imbatível em 2026, e agora Bezzecchi busca ampliar essa marca em território adversário. E aos sábados? Continue lendo para saber.
Por que território adversário? Bezzecchi é um vencedor popular, mas em Jerez mais de 100 mil fãs espanhóis estarão a favor dos seus. E um deles veste as mesmas cores do líder. O retorno de Jorge Martín à forma é uma das grandes histórias da temporada. Depois de conquistar a vitória na Tissot Sprint e subir novamente ao pódio no domingo em Austin, o campeão mundial de 2024 chega a Jerez cheio de confiança. Bezzecchi venceu os três GPs do ano, mas o Martinator "está on" - como ele mesmo brincou no GP do Brasil - e se econtra a apenas quatro pontos do líder na classificação. O duelo interno na Aprilia promete esquentar na Andaluzia, com os dois pilotos chegando ao circuito com alvos nas costas.
No lado americano da estrutura Aprilia, Ai Ogura viveu um domingo de frustração. O japonês parecia a caminho do seu primeiro pódio na MotoGP quando um problema técnico interrompeu sua corrida. Agora, o campeão mundial de Moto2 de 2024 quer repetir o ritmo em Jerez. Do outro lado do box, Raúl Fernández busca voltar ao pódio correndo em casa, após um fim de semana discreto, mas consistente, em Austin.
Liderando a perseguição: Acosta e KTM
O GP das Américas pode não ter rendido manchetes em termos de resultado final, mas Pedro Acosta voltou a mostrar sua força. A vitória de domingo ainda não veio, mas o espanhol foi o melhor do resto atrás das Aprilia. E poderia ter comemorado dois pódios, não fosse a penalização por pressão dos pneus após a Sprint. A diferença para Bezzecchi é de 21 pontos, e um primeiro pódio dominical na MotoGP em Jerez é o objetivo.
Para a KTM, a penalização de Acosta abriu espaço para Enea Bastianini subir ao pódio. O italiano já vinha forte em Austin e tenta manter esse nível em Jerez. Já Brad Binder terminou apenas em 12º nos Estados Unidos e busca na volta à Europa um ponto de virada na temporada. Maverick Viñales segue fora de ação, com Le Mans como novo alvo após a lesão no ombro, e a Tech3 alinhará apenas com Bastianini, já que Pol Espargaró também está fora por lesão na mão.
Em busca de resposta: Marc Márquez e Ducati
Poucos apostariam que Marc Márquez chegaria ao seu GP de casa com duas medalhas de Sprint e nenhum pódio aos domingos. Mas esse é o cenário atual do #93. A diferença para Bezzecchi é de 36 pontos, e depois de um GP intenso nos Estados Unidos, o heptacampeão da MotoGP mira sua primeira vitória dominical em 2026. A última vitória de Márquez em Jerez foi em 2019. Agora, ele e a Ducati tentam virar esse jogo e recolocar a disputa pelo título nos trilhos.
Do outro lado da garagem, Francesco Bagnaia também busca reação. Apesar do segundo lugar na Sprint em Austin, o italiano sofreu no domingo e chega a Jerez apenas em nono no campeonato. Em um circuito onde venceu em 2022, 2023 e 2024, repetir o resultado seria ideal. Um pódio já seria um grande passo.
Quem chega como principal Ducati no momento é Fabio Di Giannantonio, da Pertamina Enduro VR46 Racing Team. Com poles consecutivas e sempre entre os seis primeiros aos domingos, o italiano tem sido o melhor piloto da marca nas duas últimas etapas. Manter esse nível em Jerez não será fácil, diante da força de Márquez, do histórico de Bagnaia e do triunfo de Alex Márquez no ano passado, mas também não seria surpresa. Diggia vive grande fase.
Alex Márquez aparece em oitavo na classificação e retorna ao palco da sua primeira vitória na MotoGP. Ainda sem pódios em 2026, o espanhol busca reagir em casa. O mesmo vale para Franco Morbidelli, que terminou apenas em 14º em Austin.
A pausa entre as etapas foi positiva para Fermín Aldeguer. Um oitavo lugar no Brasil e um 11º em Austin mostraram evolução, e o Rookie do Ano de 2025 chega a Jerez em melhor condição física, após se recuperar de uma fratura no fêmur sofrida durante o inverno.
Sinais positivos, mas ainda há trabalho na HRC
Joan Mir esteve perto de um pódio na Sprint e de um bom resultado no domingo em Austin, mas acabou saindo sem pontos. Luca Marini, por outro lado, somou bons pontos para a HRC, com destaque para o quinto lugar na Sprint, mostrando evolução antes da fase europeia. Johann Zarco também pontuou na Sprint antes de abandonar no domingo, enquanto o estreante Diogo Moreira conquistou seu terceiro 13º lugar consecutivo, mantendo 100% de aproveitamento em pontos nas corridas. Jerez será um novo desafio, e a expectativa é de voltar à briga por pódios.
Yamaha segue em evolução
O destaque em Austin foi Toprak Razgatlioglu, que marcou seus primeiros pontos na MotoGP. O 15º lugar ainda está longe do ideal, mas representa um passo importante na evolução da YZR-M1.
Fabio Quartararo, por sua vez, foi competitivo em Jerez no ano passado, conquistando pole e terminando em segundo. Repetir esse desempenho seria excelente, mas o francês espera até mais. Em um circuito que se encaixa bem ao seu estilo, existe espaço para algo especial. Alex Rins, que já subiu ao pódio em Jerez, e Jack Miller, vencedor da prova em 2021, também buscam reagir após saírem de Austin sem pontuar.
Para alguns, território adversário. Para outros, casa. Para todos, Jerez é um clássico absoluto. As colinas vão vibrar com o som da MotoGP em um dos palcos mais icônicos do calendário. Prepare-se para um fim de semana que promete.