Pedro Acosta (Red Bull KTM Factory Racing) vive o melhor início de temporada na classe rainha após mais um pódio, desta vez no GP dos Estados Unidos. Mais do que nunca, ele segue como o principal nome da KTM no Campeonato Mundial de MotoGP™ em sua terceira temporada na elite. “O Tubarão” chegou de vez — e com o "embalo da ondas no mar aberto", é hora de olhar os números e os momentos-chave da campanha até aqui.
Acosta estreou na MotoGP™ em 2024, dando início a uma temporada de rookie inesquecível. O talentoso espanhol rapidamente virou manchete ao conquistar seu primeiro pódio em Portugal, confirmando o ritmo forte logo depois em Austin. Ao deixar o COTA, o estreante ocupava a quarta posição no campeonato, somando impressionantes 54 pontos nas três primeiras etapas — a apenas 26 do líder.
A expectativa aumentou para 2025 após o impacto causado no ano anterior. No entanto, Acosta não conseguiu repetir o desempenho nas três primeiras etapas, somando apenas 16 pontos — 38 a menos do que em sua temporada de estreia. Ainda assim, terminou o campeonato em quarto lugar, apesar de alguns erros custosos, incluindo uma queda quando brigava no top 5 na Alemanha.
A disappointing ending to the weekend for @37_pedroacosta 😔#GermanGP 🇩🇪 pic.twitter.com/3Ohsy8C8mh
— MotoGP™🏁 (@MotoGP) July 13, 2025
Nova mentalidade, mesmos objetivos em 2026
O cenário, porém, mudou completamente em 2026. Acosta começou o ano em grande estilo, com uma vitória emocionante na Sprint de sábado e um sólido segundo lugar no domingo, na Tailândia. O resultado entrou para a história: ele se tornou o primeiro piloto da KTM a liderar o Campeonato Mundial de MotoGP™.
Após a atuação impressionante, Acosta destacou a mudança de mentalidade como fator decisivo:
“Estou cometendo menos erros do que há dois anos, e até mesmo do que no ano passado. No início da temporada, quando as coisas não estavam totalmente sob controle, eu errava muito — caía, passava do ponto, coisas assim. Talvez não fosse a forma certa de construir confiança. Agora sinto que estou mais tranquilo, porque mesmo quando surgem momentos difíceis, uso mais a cabeça. Essa pode ser a maior diferença.”
O piloto da KTM ainda somou mais 10 pontos no Brasil antes de protagonizar uma virada marcante no GP dos Estados Unidos, transformando um P8 na Sprint em um pódio na corrida de domingo.
Falando antes da etapa brasileira, Acosta voltou a destacar a evolução mental e o trabalho da equipe:
“No ano passado, no início da temporada, eu estava com muita fome, mas também bastante negativo. Hoje conseguimos preservar melhor o pneu durante a corrida, que é o primeiro passo para sermos competitivos. A moto está mais fácil de pilotar, a equipe está trabalhando mais rápido e, em Mattighofen, todos se dedicaram ao máximo durante o inverno. A situação geral da marca melhorou, então é uma combinação de fatores.”
Agora, um novo capítulo se aproxima. A MotoGP™ retorna à Europa para a quarta etapa da temporada, no GP da Espanha, em Jerez — um circuito que traz boas lembranças para Acosta, incluindo um pódio na Sprint em 2024.
O "embalo da ondas em mar aberto" cresce… e o Tubarão está à solta! É hora de Jerez — e da continuidade da busca de Acosta pela glória no domingo.