Um dia decisivo na cada vez mais imprevisível disputa pelo título da Moto2 em 2026 marcou o Grande Prêmio Motul do Japão, com Izan Guevara (BLU CRU Pramac Yamaha Moto2) aproveitando o fato de Manuel Gonzalez (Liqui Moly Dynavolt Intact GP) não somar pontos para reduzir a diferença entre os dois primeiros do Campeonato para apenas 10,5 pontos. A segunda vitória consecutiva de Guevara, sua terceira na temporada, foi conquistada sob enorme pressão, com Tony Arbolino (REDS Fantic Racing) seguindo o espanhol de perto até o fim. O italiano conquistou seu primeiro pódio da temporada, enquanto Filip Salač (OnlyFans American Racing Team), terceiro colocado, chegou ao seu quinto pódio no ano.
Antes mesmo de as luzes se apagarem, um grande drama tomou conta da primeira fila do grid, quando Gonzalez levantou a mão devido a um problema na embreagem, fazendo com que o líder do Campeonato fosse retirado do grid. A largada não foi adiada e o Grande Prêmio do Japão de Moto2 começou sem Gonzalez, que finalmente conseguiu sair do pit lane quase 30s atrás do líder da corrida.
E quem era o líder? Guevara. O principal rival de Gonzalez na disputa pelo título fez o holeshot saindo da pole position e assumiu a ponta à frente de Arbolino, Salač, Ivan Ortola (QJMOTOR – JP Financial – MSI) e da dupla da CFMOTO Power Electronics Aspar Team, David Alonso e Daniel Holgado.
Na volta 9 de 19, os cinco primeiros tinham 1,4s de vantagem sobre Holgado, que começava a perder terreno. A ordem ainda não havia mudado, mas a ameaça de ultrapassagens era constante. Apenas 0,5s separavam Guevara, Arbolino e Salač na pista, enquanto Ortola e Alonso começavam a perder contato. Na metade da volta 10, o espanhol e o colombiano estavam 0,9s atrás do trio da frente.
Uma sequência de três voltas mais rápidas permitiu que Celestino Vietti (BETA Tools SpeedRS Team) alcançasse Ortola e Alonso, que agora estavam 1,3s atrás da disputa pelo pódio. E a briga na frente seguia intensa, com Arbolino e Salač mantendo uma forte pressão sobre Guevara.
A primeira tentativa de ultrapassagem sobre Guevara veio na Curva 9, a três voltas do fim. Foi uma tentativa ousada, mas não funcionou. Arbolino mergulhou por dentro, mas entrou forte demais e abriu na saída, permitindo que Guevara desse o troco e mantivesse a liderança. Mas o italiano havia dado seu primeiro aviso.
A manobra acabou dando a Guevara uma vantagem relativamente confortável, para os padrões da Moto2, na entrada da última volta. Eram 0,5s de vantagem, enquanto Arbolino também tinha 0,5s sobre Salač, que começava a sofrer uma pressão cada vez maior do trio formado por Ortola, Alonso e Vietti.
Mas, no fim, não houve novos ataques. Com uma atuação impecável e precisa volta após volta, Guevara descontou o máximo possível da liderança de Gonzalez no Campeonato, reduzindo a diferença de 35,5 pontos antes da corrida para apenas 10,5, antes da viagem para a Indonésia. Enorme.
Arbolino encerrou em grande estilo uma sequência de 34 corridas sem subir ao pódio, enquanto Salač conquistou mais um pódio em 2026 e manteve sua excelente fase. Ortola segurou Alonso e Vietti na disputa pelo top 6, enquanto Deniz Öncü (ELF Marc VDS Racing Team) conquistou seu melhor resultado da temporada com o P7. Holgado caiu para P8 na bandeirada, terminando à frente de Alonso Lopez (ITALJET Gresini Moto2) e Jose Antonio Rueda (Red Bull KTM Ajo), com os espanhóis completando o top 10 no Japão.
Moto2 Japanese GP race results!