Marco Bezzecchi é daqueles pilotos que crescem no processo. Nada veio por atalho. Entre 2014 e 2015 competiu no CIV na Moto3™ e começou a sentir o cheiro do Mundial ainda em 2015, com participações no Catar e em Mugello como wildcard. Em 2016, fez novas aparições pontuais. A primeira temporada completa no Mundial veio em 2017, com a CIP-Unicom Starker, e rendeu um pódio no Japão. Era o começo da afirmação. Em 2018, entrou de vez na briga pelo título da Moto3™. Três vitórias, seis outros pódios e presença constante na disputa até o fim. O nome Bezzecchi já não passava despercebido no paddock. A subida para a Moto2™ em 2019, com a Red Bull KTM Tech3, foi mais complicada. Adaptação difícil. Mas 2020 mudou o cenário. Já com a Kalex da Sky Racing Team VR46, entregou sete resultados entre os três primeiros e duas vitórias. Estava na luta pelo campeonato, mas duas quedas nas últimas cinco corridas o empurraram para o quarto lugar final. Em 2021, fechou a Moto2™ como terceiro no campeonato e garantiu o salto para a MotoGP™. Em 2022, com a Ducati GP21 da Mooney VR46, foi Rookie do Ano e conquistou seu primeiro pódio na categoria principal. Aprendeu rápido.
O grande impacto veio em 2023. Ainda com a VR46, agora na GP22, venceu duas das cinco primeiras corridas da temporada e depois triunfou novamente na Índia. Estava no radar da disputa pelo título. Só que uma lesão em treino interrompeu o embalo. O ano seguinte acabou sendo mais discreto, com apenas um pódio e 12º na classificação geral. A virada veio em 2025, já como piloto oficial da Aprilia. Três vitórias, disputas intensas contra Marc Márquez e presença constante na frente. Terminou o campeonato com o terceiro lugar geral, recuperando o sorriso e o protagonismo. Para 2026, Bezzecchi entra no grid com algo diferente. Já não é apenas promessa ou surpresa. É piloto vencedor na MotoGP™ e candidato natural a brigar mais alto. Bezzecchi tem aquele estilo que mistura agressividade com leitura fina de corrida. Quando encontra ritmo, costuma transformar oportunidade em resultado grande. E quando um piloto aprende com as quedas, volta mais forte. A pergunta para 2026 não é se ele pode vencer. É quantas vezes.