Pedro Acosta nunca foi exatamente aquele que “passa em branco”. Desde cedo, ficou claro que ali havia algo diferente. Em 2017, conquistou o título espanhol de PreMoto3™ com duas corridas de antecedência. No ano seguinte, o pilto, nascido em Murcia, subiu para o Mundial Júnior de Moto3™ e, a partir de 2019, dividiu a temporada com a Red Bull MotoGP Rookies Cup. Competiu nas duas frentes e brilhou nas duas. No FIM CEV Repsol, o espanhol já flertava com o pódio no fim do campeonato. Na Rookies Cup, foi vice-campeão com três vitórias e cinco pódios. Em 2020, deu o passo seguinte e levou o título da Rookies com duas etapas de antecedência. Era questão de tempo até o salto ao Mundial. E este salto aconteceu em 2021, na Moto3™, com a Red Bull KTM Ajo. O impacto foi imediato. Segundo lugar na estreia e, logo depois, três vitórias consecutivas. A mais impressionante delas veio no GP de Doha, largando do pitlane, e protagonizando uma das maiores recuperções da história recente da categoria. De repente, o nome Pedro Acosta estava em todo lugar. Mais três vitórias e outro pódio garantiram o título da Moto3™ logo na temporada de estreia. A especulação sobre um salto direto à MotoGP™ ganhou força, mas o caminho escolhido foi a Moto2™. Mas Pedro Acosta já era uma realidade para adversários e jornalistas. O Tubarão de Mazarrón estava com fome, e pronto para atacar. Em 2022, Acosta voltou a fazer história ao se tornar o piloto mais jovem a vencer um Grande Prêmio na categoria intermediária. Somou mais duas vitórias e dois pódios, terminou o campeonato em quinto e levou o título de Rookie do Ano da Moto2™.
Em 2023, permaneceu com a estrutura de Aki Ajo e foi ainda mais dominante. Sete vitórias e o segundo título mundial em apenas três anos de Mundial. Consistência, agressividade controlada e leitura de corrida acima da média. Frio. Calculista. Em cima da presa na hora exata, como um tubarão, pacientemente a esperar o momento certo. A estreia na MotoGP™ aconteceu com as cores da GASGAS. Desde os primeiros GPs, Acosta mostrou que não estava ali apenas para aprender. Terminou a temporada com cinco pódios e uma pole position no Japão, fechando o campeonato em sexto. Promoção automática para a equipe oficial da KTM. Em 2025, a primeira vitória na categoria principal parecia cada vez mais próxima. A segunda metade do ano foi especialmente forte, com disputas constantes por pódio e três segundos lugares que mostraram maturidade e ritmo. Agora, em 2026, Pedro Acosta inicia sua terceira temporada na MotoGP™ ainda em busca da primeira vitória na classe rainha. Pelo histórico, quando ele aprende rápido, o passo seguinte costuma vir com autoridade. E se há uma coisa que a trajetória do “Tubarão” já deixou clara é que ele não costuma bater na porta muitas vezes antes de entrar. Ele espera, estuda, define, calcula... e ataca.